Os Alcoolémia, banda de Rock da margem sul do Tejo, regressaram em finais de 2007 com uma grande aposta, o seu 4º álbum de originais, no mesmo ano que assinalaram os seus 15 anos de carreira. Este CD conta com 10 temas, 9 originais e uma versão rock do tema "Chiclete", dos Táxi. Neste regresso tão aguardado, a banda contou ainda com a participação especial do DJ X-Acto no scratch, de Davide Zaccaria no violoncelo, de Carlos Sousa no saxafone tenor, de Helder Lopes no trompete, de Paulo Horta no saxafone alto, e ainda de Bruno Encarnação no trombone. O trabalho discográfico foi gravado por João Miranda, no Rockstudio, misturado pelo Tó Pinheiro da Silva e masterizado por Joe Gastwirt, nos E.U.A, conheçido pelo seu trabalho com bandas internacionais tais como Talking Heads, Ramones, Paul MacCartney, Pearl Jam, entre outros. Um álbum que está a ter uma boa aceitação, tendo já alcançado os Tops de muitas rádios nacionais e locais.
Os Alcoolémia são: Jorge Miranda - Vocalista Pedro Madeira - Guitarra Solo Ricardo Galrito - Teclados Carlos Cardoso - Baixo Manelito - Guitarra Ritmo
Jornal de Sesimbra (JS): Esta banda forma-se numa garagem. É assim que tudo começa? Manelito (M): Tudo começou por brincadeira, éramos um grupo de amigos que decidiu formar uma banda, ensaiávamos numa garagem, como a maioria das bandas nacionais e não só, e com o passar do tempo as coisas foram-se tornando sérias, participámos em vários concursos e ganhámos alguns prémios. Surgiu depois o convite para gravar um CD, negociámos com uma editora e foi assim que as coisas aconteceram. Posso dizer que tudo aconteceu muito rapidamente. O tema "Não sei se mereço", conquistou as rádios locais e a partir daqui começamos a conquistar o público e a ganhar audiências. E já lá vão 15 anos. Uma banda tem sempre altos e baixos, como tudo na vida, mas acho que temos defendido bem o nosso papel e agora vamos ver como as coisas vão correr daqui para a frente. JS: O balanço destes 15 anos é positivo? Manelito: Ter uma banda acarreta algumas dificuldades, e nem sempre tudo corre bem. Passámos algumas fases mais complicadas, tal como a saída de alguns elementos. Foram situações que acabaram por influenciar tudo o que envolvia este projecto. Mas este novo trabalho deu-nos outra motivação, vemos este álbum como um novo recomeço. A entrada de um novo elemento, o Pedro Madeira, e o regresso de um outro elemento, fez com que ficássemos uma vez mais compostos a 100% e com a força necessária para seguir em frente. O Pedro foi uma lufada de ar fresco, a tal inovação que precisávamos para partir daqui para outros projectos. Acreditamos que este álbum é o trampolim para novos projectos e novas ideias. Jorge (J): Se pudéssemos alterar algumas coisas no nosso percurso, talvez o fizéssemos. Estivemos muito tempo parados, temos 15 anos de existência e apenas 4 CD´s, o que acaba por quebrar o ritmo. Além dos problemas que existiram, esta pausa foi também o resultado de termos ficado sem editora, e tudo isto retirou-nos a vontade e a motivação. O balanço que faço é positivo. Não acabámos, como muita gente pensou, acabámos foi por ultrapassar estas situações e mostrar que ainda estamos no activo e com muito para dar. Mas reconheço que este interregno não deveria acontecer numa banda, deveríamos ter tido um ritmo de trabalho diferente. JS: Este álbum difere um pouco dos outros, um dos temas é uma nova versão do tema "Chiclete", dos Táxi. Manelito: Sim, este trabalho foi gravado pelos nossos próprios meios, fomos nós que fizemos o investimento e deste modo foi feito de acordo com as nossas possibilidades. Digamos que foi feito aos poucos, mas com muito cuidado, empenho e dedicação. As músicas mostram também algumas inovações e são temas que transmitem fortes mensagens. A escolha da música dos Táxi, aconteçeu não só por ter sido uma música que todos ouvíamos, mas também porque tem uma letra bastante actual. Continuamos a viver num mundo de consumismo, onde "mastigamos e deitamos fora". JS: A vossa música é dirigida a um público específico? Manelito: Sinceramente, nunca pensámos nisso, mas posso dizer que apenas neste álbum houve o cuidado de uma ou outra música ter uma linguagem mais simples, de modo a ser mais facilmente captada pelos jovens. No entanto, acreditamos que a nossa música chega a várias faixas etárias. Exemplo disso, são as pessoas que se dirigem a nós, que começaram a ouvir-nos e que agora vêm aos nossos concertos com os seus filhos. JS: Jorge, além de vocalista, escreves algumas letras. As tuas músicas baseiam-se em experiências vividas? E a vossa aposta passa por cantar sempre em português, ou gostariam de alcançar outros mercados, fora de Portugal? Jorge: Eu escrevo sobre histórias pessoais, de amigos e do mundo que nos rodeia. Cantar em português, sim e sempre. Acho que a nossa língua tem muito que explorar, e através dela termos todas as condições para fazer boa música. É importante referir que nesta altura existem outros apoios à música portuguesa, mas passar fronteiras, e em português, é muito difícil. Porque, sejamos realistas, existem milhares de bandas de rock, a concorrência é brutal, não é nada fácil, e nós temos essa consciência. Sair de Portugal só mesmo para cantar para as comunidades portuguesas, e nós até já temos alguns convites que recebemos com muito agrado. Mas percorrer o mundo com uma banda de rock portuguesa é muito complicado e, sejamos realistas, as coisas não são assim tão fáceis. Aliás, cantar em inglês para alcançar outros mercados é legítimo, mas na minha opinião é uma pura ilusão. O nosso grupo pode estar limitado àquilo que faz, mas é aquilo que nos dá prazer. JS: Duas das músicas deste CD vão fazer parte da banda sonora de uma telenovela. Até que ponto é visto por voçês como um reconhecimento pelo vosso trabalho de 15 anos? Manelito: Quando me contactaram, eu nem queria acreditar. Fiquei tão nervoso que nem conseguia ter forças para contactar o resto do grupo. Fiquei muito surpreendido, mas muito contente. Foi realmente uma grande alegria. Vai ser um bom empurrão para este trabalho, e de certa forma acaba também por ser o tal reconhecimento pelo nosso empenho e dedicação à música portuguesa. Jorge: Efectivamente temos tido um bom feedback a todo o álbum. Os elogios que nos chegam são pela qualidade dos temas, pela sonoridade e pelas letras, o que acontece principalmente no tema "Areia de Pedras Salgadas", uma música que tem recebido as melhores críticas e uma das esolhidas para fazer parte de uma nova novela. JS: O vosso álbum está disponivel nos locais habituais de venda. Jorge: Exactamente, e o mais importante é que conseguimos negoçiar um preço mais baixo, de modo a ser mais acessível ao público. Por isso não vão encontrar o nosso trabalho a mais de 10 euros. Aliás o preço de um CD não é nada apelativo, com a facilidade de copiar, e com a crise que atravessamos. São inadmissíveis os preços praticados, mas só no nosso país um CD chega ao consumidor com um valor tão alto. Isto porque sabemos que os CD´s saem das fábricas. Ainda que as editoras ganhem algum, são os locais de venda que colocam uma grande percentagem na venda dos CD´s e são, realmente, valores exorbitantes. Este sector atravessa uma fase muito difícil e é importante que os artistas, as editoras e todos os envolvidos nesta área unam esforços e arranjem alternativas para que o mercado saia da situação em que se encontra. Não basta dizer que as coisas estão más e deitar as culpas à pirataria, é necessário tomar medidas e arranjar outras soluções para o problema. Outra questão é o facto de a música não ser vista pelo próprio governo do mesmo modo que um livro. É aplicado um IVA diferente e eu pergunto: Porquê? Não faz parte da cultura? Será a música algo à parte? Sinceramente não compreendo, porque estamos a falar de diferenças significativas de IVA, falamos de 5% para os livros e de 19% para a música. E estando este sector em declínio- e quando falamos disto, estamos a falar de muita gente que foi parar ao desemprego - é urgente mudar de atitudes, alterar leis e começar a fazer alguma coisa. JS: Uma mensagem final. Manelito: Oiçam música portuguesa e o nosso trabalho, e estejam atentos aos nossos espectáculos. E que daqui a 15 anos, na comemoração dos 30 anos dos Alcoolémia a gente se encontre no Pavilhão Atlântico num grande concerto da banda. Quem sabe? Jorge: Acrescento apenas que já estamos a trabalhar no próximo álbum e que desta vez vamos tentar manter o tal ritmo. Andámos pelas estradas do nosso país e é por ai que vamos andar nos próximos tempos, a mostrar estas e outras músicas. Por isso estejam atentos, porque os nossos concertos prometem. Os Alcoolémia estão bem e de saúde, e prometem que a partir de agora outros projectos se seguirão a este álbum. É certo que este CD surge como uma novidade para alguns e um regresso em força para outros. Para nós é um recomeço cheio de motivação. In: Jornal de Sesimbra Nº 329 Ano 29º Março 2008 Texto: Sónia Faria Lopes
O final de 2007 trouxe novidades no mundo musical, surgiram ha 15 anos na localidade do Fogueteiro, concelho do Seixal. Jorge Miranda, Manelito, Pedro Madeira, Ricardo Galrito, Carlos Cardoso e Rui Freire, são os actuais membros dos Alcoolémia. O 4 álbum já esta na rua, chama-se precisamente «Alcoolémia» e traz 9 temas originais (e uma versão da Chiclete dos Taxi) com uma sonoridade algo diferente dos trabalhos anteriores, Pedro Madeira salienta o amadurecimento da banda e as novas influências como factores determinantes. Pedro Madeira - É mais maduros e também não são os mesmos elementos de há uns anos para cá, eu e o Ricardo como os elementos mais recentes também temos outras influências e juntamos á influência que Alcoolémia ja tinha as nossas influências também. Monica Oliveira (R.L.) - Manelito resistente desde a primeira formação dos Alcoolémia faz um balanço positivo destes 15 anos de Alcoolémia. Manelito - Podiamos ter gravado mais álbuns, mas houve algumas situações, alguns de nós fomos pais, e a banda acabou por ficar um pouco de lado em relação a isso, mas foi um balanço positivo. Monica Oliveira (R.L.) - Em 92 não passam de uma banda de garagem, 3 anos depois são os senhores do êxito "Não sei se mereço" Manelito diz que foi sorte. Manelito - No fundo a gente sabe que o público é quem manda nisto e a gente quando lançou o 1º álbum, se calhar, não passava pela cabeça de ninguém que fossemos Disco de Prata, portanto foi um bocadinho de sorte e vontade do público que gostou de nós e comprou o álbum. Monica Oliveira (R.L.) - Apesar deste ser ja o 4º álbum os Alcoolémia continuam a ser associados a temas do 1º trabalho da banda, facto que não pareçe incomodar Ricardo Galrito. Ricardo Galrito - Para nós é indissociavel as pessoas conheçerem a banda pelo seu maior sucesso que foi o "Não sei se mereço" , mas para nós é um motivo de orgulho, se este álbum de alguma forma superar o sucesso que o "Não sei se mereço" fez com algumas das músicas, isso é excelente para nós. Monica Oliveira (R.L.) - No entanto esperam que isso mude? Pedro Madeira - A gente espera é agora que seja associado a Alcoolémia "Não sei se mereço", "Fico à espera...quero ver o fim", "Areia de pedras salgadas" e por ai a fora. Monica Oliveira (R.L.) - Pedimos aos Alcoolémia que destacassem um tema do novo trabalho Pedro Madeira, Manelito, e Ricardo Galrito escolheram cada um, uma música diferente. Pedro Madeira - Eu destaco o "Fico à espera...quero ver o fim"... Manelito - Eu pelo feed-back que tenho sentido que é quase uma unanimidade em volta do "Areia de pedras salgadas", que é a balada. Ricardo Galrito - Eu para mim Alcoolémia é Rock n Roll tenho que dizer o "Há quanto tempo ando aqui" é o melhor tema do álbum. Monica Oliveira (R.L.) - Com o novo trabalho a rodar quizemos saber o que esperam os Alcoolémia de 2008? Ricardo Galrito - Epa olha 170 espectàculos, (risos)... Manelito - Era bom, era bom... Monica Oliveira(R.L.) - Sonhos e brincadeiras a parte, a promoção de um disco inclui necessariamente concertos, será que os Alcoolémia gostavam de vir a ilha Terçeira? Manelito - Ontem (risos) era bom, é o que apeteçe mais responder, ainda não conheçemos a ilha Terçeira, verdade se diga, conheçemos S.Miguel.... Pedro Madeira - Acho que é mais assim que nos convidarem a gente vai lá, com todo o prazer e vamos lá fazer uma visita, não podemos lá apareçer assim...olha, chegámos vamos tocar, se calhar até podiamos... Monica Oliveira (R.L.) - Se calhar até podiam e nós iamos gostar muito que isso aconteçesse. Enquanto não recebemos a visita dos Alcoolémia, fique a conheçer um dos temas deste novo trabalho, escolhemos para si "Areia de pedras salgadas", são os Alcoolémia renovados, maduros e com um som que é um espectàculo. "Areia de pedras salgadas" os Alcoolémia na Radio Lages.
* Um especial agradecimento a Monica Oliveira pela gentileza, e pelo clima de boa disposição que ajudou a criar para esta entrevista super descontraida, e isso é um segredo dos grandes profissionais. Manelito... em nome de todos os Alcoolémia
Foi há 15 anos que os Alcoolémia nasceram no Fogueteiro como uma banda rock que apostava na música cantada em português. Após 3 álbuns editados, mais de 30 mil discos vendidos e cerca de 500 espectáculos nos palcos portugueses, a banda está de volta com o seu quarto álbum de originais, homónimo, que revela um grupo mais maduro e uma aventura por novas sonoridades sem nunca esqueçer as suas raízes musicais. O vocalista Jorge Miranda faz um balanço dos 15 anos de vida e fala sobre este novo trabalho que abre as portas do futuro aos Alcoolémia. Seixal - Boletim Municipal (SBM)- O facto de terem «nascido» no Seixal, onde há tradição de apoio municipal a novas bandas, contribuiu para o sucesso do vosso grupo? Jorge Miranda (JM) - Sem dúvida foi uma grande ajuda. A Câmara Municipal organizava o Seixal Rock e nós participámos em 1992, sendo uma das bandas semi-finalistas, e vencemos em 1994. Foi onde tudo começou. Em 1995 lançamos o nosso 1º album Não sei se mereço, e a partir daí surgiram vários convites para concertos no Município, Festas do Seixal, Março Jovem etc. Tem sido uma relação de amizade ao fim ao cabo... e por isso agradecemos à Autarquia por todo o apoio que nos tem dado, recebemos inclusivé uma medalha de Mérito Cultural. Esta é uma prova de que a Camara Municipal se interessa pelas questões culturais, nomeadamente a música, dá apoio e reconheçe o mérito. Obrigado! SBM - Quais foram as principais dificuldades que encontraram no vosso percurso de 15 anos? JM - Não é facil manter uma banda. Conciliar seis vidas, seis personalidades e manter a amizade e respeito uns pelos outros , ás vezes, pode ser complicado. Salvo raras excepções, conseguimos manter o núcleo duro da banda, e já lá vão 15 anos. Depois, temos as questões relacionadas com o mercado propriamente dito. O meio musical não é fácil, as editoras nem sempre conseguem corresponder à expectativa da banda e vice versa, e então as coisas às vezes complicam-se. Mais recentemente, enfrentámos uma crise a nível de vendas que como todos sabemos caíram bastante por razões óbvias (net, pirataria etc.). É muito complicado ter lucros com a venda de CDs, ou pelo menos ter retorno do investimento feito. A verba disponibilizada para promoção, imagem da banda, videoclip, é muito reduzida, há um medo geral de se fazer uma aposta e receber em troca o fracasso. Mas é certo que sem promoção adequada nenhum projecto pode singrar, de modo que a questão se torna num pau de dois bicos, dando origem a muitas dúvidas e medos e, consequentemente, à incerteza quase total, sobre a melhor forma de inserir ou editar e promover um novo projecto musical no mercado. Acho que tanto editoras como bandas devem unir esforços e desenvolver novas ideias que melhor se adeqúem à actual conjuntura do mercado. SBM - Quais são as principais diferenças entre os Alcoolémia de há 15 anos e os Alcoolémia dos nossos dias? JM - A nossa base de criação mantém-se, ou seja, o rock e algumas baladas que ficam no ouvido, com letras simples e boas guitarradas, de forma a que a mensagem possa ser passada e compreendida. No entanto ouve ao longo destes anos uma natural evolução, por isso penso que hoje é uma banda mais madura. Evoluímos a nivel técnico, o que nos permite uma maior qualidade na execução dos temas ao vivo, e ao nível de composição, o que confere à banda uma maior liberdade, pois as limitações são naturalmente menores. SBM - Experimentaram novas sonoridades neste album. Porque sentiram esta necessidade nesta altura da vida da banda? JM - Não foi uma necessidade absoluta, foi algo que surgiu até com alguma naturalidade. Como músicos gostamos de explorar novas sonoridades e descobrir a melhor forma de incluí-las e misturá-las com o nosso som que tem por base o rock. No fundo, dá-nos um certo prazer, pois todos gostamos de ouvir vários géneros músicais e isso influencia-nos. Ao mesmo tempo, traz sempre algo de novo de um trabalho para o outro. SBM - Vão ter dois temas na banda sonora da nova novela da SIC, Rebelde. Quais? Vai ser importante na divulgação da vossa música? JM - Vão ser dois temas de facto. «Há quanto tempo ando aqui» e «Areia de pedras salgadas». Foi com muito agrado que recebemos essa notícia, acho que gostaram dos temas e, pelos vistos, enquadram-se bem na novela. Como é obvio, vai ser importante na divulgação deste novo trabalho, já que os canais de divulgação actuais são muito reduzidos, portanto estamos muito contentes com esse facto. SBM - Acham mesmo que a música nacional está na sombra, como diz o título de um dos vossos temas? JM - Um pouco. Não quero com isto dizer que a música nacional esteja pela rua da amargura, mas que podia estar bem melhor, ser mais divulgada ser mais apoiada e promovida, é um facto.É certo que lá de fora vem música de grande qualidade e em grandes quantidades também, o que, por vezes nos deixa um pouco na «sombra». Mais uma razão para que as rádios começem a dar mais atenção à nossa musica. SBM - Continuam a defender a música cantada em português? JM - Claro, sempre. Penso que temos muita gente a escrever muito bem. Aliás, eu penso que, em termos de qualidade, a nível de letras, temos coisas extraordinárias por isso, porque não aproveitar esse facto? Não há que ter medo de cantar em língua portuguesa. Eu faço há já 15 anos e, acreditem, a única coisa que sinto é orgulho! In...Boletim Municipal Seixal Nº 475 de 29 Fevereiro de 2008