Tem que se registar
 

Tag: Hard Rock

Alcoolémia no Hard Rock dia 3 Dezembro

28.01.08
33920 Pouco passava das 23 horas quando os Alcoolémia subiram ao palco do Hard Rock no passado dia 3 Dezembro, com «Há quanto tempo ando aqui» que é o tema incial do album, pujante rockeiro, que promoveu o arranque da noite que se previa de festa, ou não se tratasse de um lançamento.
«Queria roubar-te um beijo» proporcionou um momento contagiante, eléctrico, com um certo dinamismo rocker.
Foi com o terceiro tema, que é o single «Fico à espera...(quero ver o fim)» que se registou o primeiro momento da noite, é uma balada ao velho estilo Hard Rock, mediática, uma canção onde se destaca o trabalho da dupla de guitarras da banda.
Com apresentação de «São sempre os mesmos» junta-se um convidado Dj X-acto, criando uma atmosfera sonora contagiante, com um refrão poderoso cheio de energia, onde a letra apela a uma reflexão sobre os efeitos da cegueira do capitalismo, na consequente deterioração do nosso planeta.
«Já é tempo...desta cidade acordar» um tema irreverente acelarado de guitarras, que se revelou uma explosão de energia, e que criou um momento de êxtase, com um final arrebatador, para agrado dos muitos presentes que enchiam o Hard Rock.
Um dos maiores momentos, o facto de poder comprovar que o vocalista Jorge Miranda é um verdadeiro animal de palco, irrequieto, comunicativo, e apesar da fraca cénica, e das reduzidas luzes existente no Hard Rock, foi no tema «A música nacional (vamos tirá-la da sombra)» que a banda mostrou uma enorme segurança com um ritmo entusiasmante numa fusão brilhante de rock com o hip hop com a participação do Dj X-acto no scratch, na defesa da musica cantada em Português, com referências alguns nomes grandes do nosso panorama nacional, Xutos, Da Weasel, Rui Veloso, Jorge Palma, Marisa, Clã, Sérgio Godinho...
«Areia de pedras salgadas» o tema que deu origem ao grande episódio desta apresentação, uma estupenda canção de amor, onde a emoção partilhada por Jorge Miranda, e a sensibilidade veio ao de cima, deixando momentaneamente de cantar, devidamente substituido pelo teclista Ricardo Galrito, com direito a uns abraços reconfortantes no final do tema por parte de alguns elementos da banda.
«O mundo não é» e «Tudo o que quero ter» este ultimo serviu para apresentação dos elementos da banda e ainda para o lançamento de um cd para o publico, mostraram as várias facetas musicais destes renascidos Alcoolémia.
A terminar o alinhamento do album a estupenda versão da «Chiclete» com uma roupagem rocker, num ritmo acelarado, que funciona impecávelmente ao vivo, provocando mais um dos momentos de eleição.
Houve ainda direito a bolo de comemoração dos 15 anos da banda, uma surpresa reservada a banda.
Para o encore, temas obrigatórios como o «Batam com a cabeça no chão», a versão do conheçido fado «Nem as paredes confesso», «Fugir para quê» e ainda o velhinho «Não sei se mereço» que fizeram o publico dançar, pular, cantar, com direito a uma versão eléctrica, caótica, como explicou Jorge Miranda que era assim inicialmente o «Não sei se mereço» quem diria.
Saìmos do Hard Rock com a sensação que os temas novos são mais mediáticos, provocando reações de vibração positiva, e que os mais antigos promoveram um momento final de êxtase, mostrando uns Alcoolémia concentrados, coesos e em grande forma.
J.P.

Pezudo, Quinta, 20 de Dezembro de 2007 às 9:17
Editado por Blitz