TagArea_1TagPesquisar_1TagNavegar_1TagSair_1TagEntrar_1
LogoBeta_1     
 

O sintetizador - parte I

TAGS


O que é?

Como o próprio nome indica, o sintetizador sintetiza ondas sonoras isto é, cria-as artificialmente partindo de formas de ondas básicas utilizando um circuito eléctrico que produz uma voltagem alternada com frequência variável chamado Oscilador - áudio. Além da frequência outros elementos são simulados dentro de um sintetizador, como a amplitude, harmónicos, ressonância, reverberação e outros efeitos.

Conceitos Básicos

Com tantos modelos disponíveis, cada qual com características próprias, é um verdadeiro desafio conhecer e escolher aquele que melhor se adapta às suas necessidades. Um instrumento que é perfeito para trabalho de palco por ser portátil e guardar uma infinidade de programas de acesso instantâneo, pode ser terrível para gravações em estúdio já que o seu sinal poderá possuir mais ruídos e ser menos fiel. Por outro lado um instrumento que produz sons distintos utilizados em gravações, pode ser muito lento ou frágil para operação em palco.

- Memoria dinâmica: programáveis ou não?

Uma das primeiras características a ter em conta é se o equipamento é ou não é programável. A maioria deles são. São chamados PRESETS quando os “sons” internos vem preestabelecidos de fábrica (armazenados num tipo de memória designada por ROM), não sendo possível alterar a sua forma original. Já os programáveis, permitem que modificar ou ainda criar timbres totalmente novos através dos parâmetros disponíveis no seu próprio sistema interno e que poderão ser editados através de memorias internas dinâmicas ou armazenados em cartuchos, disquetes, etc.

- Polifonia

A grosso modo podemos dizer que Polifonia é o número de notas que podem ser tocadas simultaneamente. Os sintetizadores mais antigos eram monofonicos (apenas uma nota podia ser tocada de cada vez), isto porque possuíam apenas um oscilador. Na realidade para que um acorde de três notas seja executado é preciso que três osciladores estejam ligados, cada qual executando uma nota do acorde. É importante referir, que, com o poder de processamento dos computadores actuais, muitos deste requisitos são obtidos por software, abrindo assim muito o leque de possibilidades.

Tipos de sintetizadores

- Analógicos

Possuem formas de ondas padronizadas que podem ser seleccionadas para a escolha da onda básica ou onda inicial para a criação do timbre. Estas ondas padronizadas são obtidas através de um sinal chamado White Noise (ruído Branco), que contêm todas as frequências e harmónicos audíveis num único som. Quando a onda básica já foi seleccionada, filtros especiais, subtraem frequências harmónicas alterando assim um timbre e a forma da onda, daí este tipo de síntese sonora é chamado “síntese de Subtracção”. O resultado sonoro é um som vigoroso e cheio, porém não possui um contorno dinâmico razoável, (atack e decay por exemplo). As notas e seu sinal geralmente vem acompanhado de ruídos, uma vez que o processo de síntese analógica ocorre por circuitos analógicos. São interessantes na produção de sons electrónicos ou "espaciais" pelas características rectas das suas ondas (os sons naturais geralmente não possuem ondas com contornos geométricos rectos) e pela flexibilidade de seus filtros assim como pelas suas características de “robustez” de som, devido a processo analógico de produção; Apresenta porém dificuldades na criação de timbres mais reais como piano ou flauta.

-Digitais

Possuem geradores digitais para produzirem ondas sinusoidais. O mais popular é a síntese por FM (Frequência Modulada) que oferece alguns truques sofisticados na produção de ondas sonoras (por exemplo a linha DX da Yamaha). A qualidade sonora é mais limpa e fiel embora não necessariamente melhor; Como são utilizadas somente de ondas sinusoidais para produção de timbres, a criação de sons puros fica assim facilitada, assim como a ausência de filtros nos osciladores que lhe permitem um maior contorno dinâmico as notas. Utiliza o chamado síntese de Adição porque usa o processo de soma de duas ou mais ondas sinusoidais com amplitudes e frequências diferentes a fim de obter uma onda resultante completamente nova;

Este tipo de síntese é diferente da síntese analógica, onde a soma de ondas diferentes se dá apenas a nível de suas amplitudes, de forma que o resultado sonoro desta onda será apenas timbres paralelos e distintamente perceptíveis (piano e cordas, por exemplo), bastante diferente da síntese digital que ao somar ondas, obtêm apenas uma onda resultante cujas características harmónicas advêm de uma relação obtida das ondas sonoras. Existe ainda um outro tipo de sintetizador chamado híbrido, cujo processo de produção de onda é do tipo digital (somando características harmónicas das ondas somadas obtendo uma única onda resultante) mas que também pode ser colocada em paralelo (somando apenas suas amplitudes como na síntese analógica) e que ainda podem passar por filtros de frequência permitindo que se subtraia determinadas frequências desta onda resultante (síntese analógica) reunindo assim o processo analógico e digital num só sintetizador.



Autor: João Carvalho
COMENTÁRIOS

Não existem comentários! Escreva o primeiro!