




2006
Festas de Lisboa
As marchas populares de Lisboa nasceram em 1932, concretizando uma ideia
original de José Leitão de Barros então director do Notícias Ilustrado,
realizador de cinema, promotor cultural e homem próximo de António Ferro
(responsável pela política cultural do Estado Novo) como resposta a uma
encomenda do director do Parque Mayer, Campos Figueira: era preciso criar em
Junho desse ano um espectáculo capaz de mobilizar a atenção dos lisboetas.
O sucesso popular foi tal que o concurso haveria de regressar, agora em 1934.
A autarquia chamou então a si a organização das marchas e integrou-as no que
chamaria de Festas da Cidade. Doze bairros, cada um com uma marcha, saíram para
a rua e desfilaram com música, traje e coreografia inspirados num tema que se
pretendia que reconstituísse um uso ou costume local, entoando canções que
recuperavam o cariz popular.
Em poucos anos, a cidade apropriou-se das marchas como símbolo de uma
identidade perdida entre o rural e o urbano que, embora uma novidade enquanto
celebração do santo popular de Lisboa, convivem e até potenciam a tradição dos
arraiais e bailes populares.
Desde então, a autarquia lisboeta, agora em colaboração com a Egeac, tem sido
responsável pela organização das festas tradicionais do mês de Junho.
Manifestação de unidade e identidade cultural, as Festas de Lisboa centram-se
nos festejos dos Santos Populares fiéis à sua vertente tradicional através das
Marchas e Arraiais populares , embora apostando também em novas experiências,
redefinindo conceitos e espaços culturais, convocando para tal agentes culturais
e todas as forças vivas da cidade, num movimento de rara dimensão.
As Festas de Lisboa estão classificadas, no site Local Festivities (site
holandês independente que faz o ranking dos melhores festivais da Europa,
segundo critérios de dimensão, continuidade, originalidade, capacidade de gestão
das organizações e divertimento inerente ao evento), entre os 50 melhores
festivais europeus, posicionando-se à frente de outras também importantes
manifestações europeias, de que são exemplo a Feira de Abril em Sevilha ou as
Festas de S. Isídro em Madrid.
Este ano, as Festas de Lisboa regressam ao coração da cidade: Castelo de São
Jorge, Parque Mayer, Avenida da Liberdade e Cinema São Jorge serão palco de
muitos e variados espectáculos. Durante todo o mês, a cidade estará animada
pelos tradicionais arraiais e na Torre de Belém realizam-se em Julho duas
grandes produções: Cesária Évora e o ?frica Festival.
Venha às Festas. Divirta-se!
FIMFA LX6 FESTIVAL INTERNACIONAL DE MARIONETAS E FORMAS ANIMADAS
Museu da Marioneta, Teatro Maria Matos e outros, 11 a 28 Maio
MONSTRA 6ª MOSTRA DE CINEMA DE ANIMAÇÃO DE LISBOA
Teatro Maria Matos, Fórum Lisboa, 16 a 21 Maio
PARCERIAS E APOIOS
+ FEIRA MUNDO MIX Castelo de S. Jorge, 13 e 14 de Maio, 14-22H + EXPOSIÇÃO
OS CARTÓGRAFOS PORTUGUESES: O PRIMEIRO IMPÉRIO TRANSOCEÂNICO Padrão dos
Descobrimentos, 4 Maio a 4 Junho, com lançamento da obra Atlas Miller e Ciclo
de Conferências: 04 Maio, 18h30; 10 Maio, 18h30; 25 Maio, 18h30
Festas de Lisboa 2006
1 Junho - 9 Julho
MARCHAS POPULARES
Pavilhão Atlântico, 02, 03 e 04 Junho, 21H
Desfile na Av. da Liberdade, 12 Junho, 21H
+ Espectáculo Gigli di Nola, Itália, desfile no Rossio, 10 Junho, 21H
+ Abbattimento do Obelisco, Rossio, 11 de Junho
ARRAIAIS POPULARES
1 a 30 de Junho, nos bairros de Lisboa
FESTA DO FADO
Castelo de S. Jorge, 02-24 de Junho (sextas e sábados), 22H
02 Junho Dulce Pontes, 03 Junho Mísia, 09 Junho Maria da Fé e CPLP , 10 Junho
Cristina Branco e Rodrigo Leão, 16 Junho António Chaínho e
1 Week Project, 17 Junho Joana Amendoeira convida Mafalda Veiga, 23 Junho Aldina
Duarte, 24 Junho Kátia Guerreiro
+ FADO NO ELÉCTRICO Nº 28
Carreira 28, 01-25 Junho (quintas e domingos) | 16h às 18h e 19h às 21h
ESPECT?CULOS FEIRA DO LIVRO
Auditório da Feira do Livro | 02 Junho, 22H, Spaceboys | 03 Junho, 22H,
Legendary Tiger Man | 09 Junho, 22H, Caveira
+ 26 Maio, 22H, Rocky Marsiano | 27 Maio, 22H, Fuse
PARQUE MAYER
TEATRO VARIEDADES
HIP-HOP
05 a 07 Junho, 22H
05 Junho Xeg + B-Boy Jam (Portugal/Inglaterra) + DJ Mars One | 06 Junho Micro +
El Puto Coke (Espanha) + Dj Ride | 07 Junho Dealema + SP & Wilson + Dj
Bomberjack
+ 07 Junho, 19H, Dança Hip Hop com Bruno Beltrão [Grupo de Rua de Niterói
(Brasil)], projecto em parceria com o Festival Alkantara
+ 05 a 07 Junho, Graffiti JAM, com MOSAIC e NOMEN (Portugal) e RAK e TAPS
(Alemanha)
EMERGE
13 a 15 Junho, 22H
13 Junho Dj Nelassassin + Peace Revolution + Bandex | 14 Junho Dj Nelassassin +
Post Hit + Room 74 | 15 Junho Dj Nelassassin + Bulllet + Bangguru
FORUJAZZ
19 a 21 Junho, 22H
19 Junho Louis Sclavis / Vincent Courtois Duo (França) | 20 Junho Alexander Von
Schlippenbachs Monks Casino (Alemanha) | 21 Junho Peter Brotzmann / Marino
Pliakas / Michael Wertmueller (Alemanha/Suiça) + Concertos no Hot Clube, 20, 21
Junho, 23.30H, Imi Kollektief (Brasil/ Portugal/França/Suécia/Bélgica)
ROTAS
26 a 28 Junho, 22H
26 Junho Bajofondo Tango Club (Argentina) | 27 Junho Polkaholix (Alemanha) | 28
Junho Think of One (Bélgica/Brasil)
+ A festa continua no Maxime, 8 Junho Cool Hipnoise, 16 Junho Lego, 17 Junho
Daza Cominatcha 24 Junho Laurent Philippe 30 Junho Rão Kyao
+ Teatro Maria Vitória, A revista é Liiiinda, de 1 de Junho a 2 de Julho,
20% de desconto, 5ª a domingo, às 22H; sábados e domingos, às 16H30. M/12.
CES?RIA ÉVORA
Torre de Belém, 02 Julho, 22H
Espectáculo Rogamar, último trabalho de Cesária Évora
?FRICA FESTIVAL
Torre de Belém, 06-09 Julho, 22H
06 Julho Bonga [Angola] + Cheikh Lô [Senegal] | 07 Julho Tcheka [Cabo-Verde] +
Oumou Sangaré [Mali] | 08 Julho Djumbai Jazz [Guiné-Bissau] + Tiken Jah Fakoly
[Costa do Marfim] + After-hours, Bicaense@AFRO-BLUE, Djs Johnny, Lucky e
LadyGBrown | 09 Julho Stella Chiweshe [Zimbabwe] + Eyuphuro [Moçambique]
+ Tenda/Ponto de Encontro 11h-13h Ateliers para Crianças, 14h-18h Exposição
Homenagem a Ali Farka Touré, 18h-19h Leituras Encenadas, 19h30-21h Actuações
PARCERIAS E APOIOS
+ ALKANTARA FESTIVAL Teatro S. Luiz, Teatro Maria Matos, Parque Mayer e
outros, 2 a 18 de Junho + LISBON VILLAGE FESTIVAL Cinema S. Jorge, Teatro
Municipal S. Luiz e Teatro Municipal Maria Matos, 21 a 26 Junho + EXPOSIÇÃO
BERTA CARDOSO, O FADO NA MINHA VOZ Museu do Fado, 08 Junho a 31 Agosto +
ARRAIAL PRIDE 24 de Junho, 18H-02H + ARRAIAL DO OCEAN?RIO Parque das
Nações/Oceanário, 9, 10 e 12 Junho, 19H-01H + FESTIVAL ROTA DOS MONUMENTOS 2006
(CL?SSICOS DO CINEMA) cinema ao ar livre, Castelejo, Castelo de S. Jorge, 28 e
29 Junho, 22H30
Marchas Populares de Lisboa 2006
Avenida da Liberdade
Dia 12 de Junho / 21 horas
Ordem do Desfile:
Marchas extra concurso colectividade
Marcha Infantil Sociedade de Instrução e Beneficência "A Voz
do Operário"
Marcha dos Mercado Associação dos Comerciantes nos Mercados de Lisboa
Marchas a concurso colectividade
Marcha da Mouraria Grupo Desportivo da Mouraria
Marcha do Bairro Alto Lisboa Clube Rio de Janeiro
Marcha do Lumiar Academia Musical 1 Junho 1893
Marcha de Alcântara Soc. Filarmónica Alunos Esperança
Marcha da Bica Marítimo Lisboa Clube
Marcha de Santa Engrácia Centro de Cultura Popular de Santa Engrácia
Marcha do Castelo Grupo Desportivo do Castelo
Marcha de S. Vicente Academia Recreativa Leais Amigos
Marcha de Benfica Clube Futebol de Benfica
Marcha da Madragoa Esperança Atlético Clube
Marcha de Campolide Sport Lisboa e Campolide
Marcha de Alfama Centro Cultural Dr. Magalhães Lima
Marcha de Marvila Sociedade Musical 3 Agosto 1885
Marcha dos Olivais Grupo de Pesca e Desporto Stª Maria dos Olivais
Marcha do Beato Ateneu da Madre de Deus
Marcha do Alto do Pina Ginásio do Alto do Pina
Marcha da Graça Clube Desportivo da Graça
Marcha da Bela Flor Santana Futebol Clube
Marcha da Ajuda Ajuda Clube
Marcha de Carnide Sociedade Dramática de Carnide
Pavilhão Atlântico
Dia 2, 3 e 4 de Junho, 21H
2 de Junho
Marcha Infantil "A Voz do Operário" 21.00 horas
Marcha de Santa Engrácia 21.30 horas
Marcha da Bica 22.00 horas
Marcha de S. Vicente 22.30 horas
Marcha de Alcântara 23.00 horas
Marcha da Ajuda 23.30 horas
Marcha de Benfica 00.00 horas
3 de Junho
Marcha dos Mercados 21.00 horas
Marcha da Mouraria 21.30 horas
Marcha do Castelo 22.00 horas
Marcha da Madragoa 22.30 horas
Marcha de Alfama 23.00 horas
Marcha do Lumiar 23.30 horas
Marcha da Graça 00.00 horas
Marcha dos Olivais 00.30 horas
4 de Junho
Marcha do Beato 21.00 horas
Marcha do Bairro Alto 21.30 horas
Marcha de Marvila 22.00 horas
Marcha do Alto do Pina 22.30 horas
Marcha de Carnide 23.00 horas
Marcha da Bela Flôr 23.30 horas
Marcha de Campolide 00.00 horas
Participação Internacional Itália
Espectáculo da festa tradicional Gigli di Nola,
Nápoles
Desfile no Rossio, 10 Junho, 21H
Abbattimento do obelisco, 11 Junho
Festa dei Gigli (Nola, Itália)
Associando-se às Festas Populares de Lisboa e inscrito no projecto Festas em
Trânsito que pretende dar a conhecer anualmente as festas religiosas mais
importantes da Europa terá lugar no dia 10 de Junho, pelas 21h00, na Praça do
Rossio, a exibição de uma das manifestações culturais mais representativas da
tradição italiana, relacionadas também com a vertente sagrada, e que decorrem em
Itália no mês de Junho. Esta iniciativa decorrerá a partir do dia 5 de Junho,
com a montagem artística de um obelisco de 25 metros de altura (em madeira e
pasta de papel), estrutura que será lançada ao chão, num espectáculo
impressionante, no dia 11 de Junho, após o desfile de 10 de Junho.
Este espectáculo foi produzido pela EGEAC, E. M. em parceria com Sete Sóis
Sete Luas (Centro de Artes de Rua de Santa Maria da Feira), no âmbito do
intercâmbio cultural realizado entre a Câmara Municipal de Lisboa e o Município
de Nola (Itália).
A Festa dei Gigli (lírios) celebra-se em Nola, a 22 de Junho. Se este dia
não coincide com o domingo, os festejos são adiados para o domingo seguinte.
Trata-se de um festejo no âmbito das celebrações de algumas divindades
libertadoras. A divindade à qual o povo de Nola dedica esta festa desde o final
do século V é S. Paulino.
A festa, mesmo na sua actual organização e com um cunho seguramente cristão,
deixa transparecer origens bem mais remotas, ligadas aos ritos da fertilidade e
das colheitas; motivos estes, comuns a numerosas civilizações, sejam
mediterrâneas e ocidentais, ou de matriz nórdica.
Os Gigli
Inicialmente eram pequenos castelos, que se tornaram cada vez mais altos,
adornados geralmente com flores. Até 1700 eram arrastados com cintos, mas foi-se
sentindo a necessidade de elevar o Giglio, introduzindo-se as barras e os homens
para o manter elevado. O uso da música aparece mais recentemente, embora existam
já testemunhos do século passado.
Existem actualmente três Botteghe - Tudisco, Vecchione e Scotti que levam
adiante e tenazmente esta tradição originada em Nola, presumivelmente na época
Barroca.
A festa dei Gigli pode ser repartida em diversas etapas, orgânicas e
funcionais entre elas. A primeira fase inicia-se no momento em que, com disparos
de morteiros, é anunciado à população que os novos Mestres de Festa se empenham
oficialmente na construção dos Gigli para o ano seguinte, assumindo os encargos
da despesa.
A segunda fase compreende o ritual da mudança da Bandeira entre o velho e o
novo Mestre de festa, com uma cerimónia que permaneceu mais ou menos inalterável
nos últimos dois séculos.
A terceira fase tem início no domingo anterior ao da Festa, com o
transporte dos Gigli descobertos (a única máquina em vigamento de madeiras,
apenas ornada de bandeiras, algum feixe de flores e a imagem do Santo) dos
locais de construção ao do posicionamento (junta às habitações dos respectivos
Mestres de festa). Continua com o momento de vestir os Gigli , nos dias
anteriores ao domingo da Festa, vivendo-se o primeiro momento espectacular na
noite de sábado, com a homenagem aos Gigli por parte dos comités e da exposição
na praça dos Gigli, com música, cantos e performances de vários géneros. Esta
fase continua a 22 de Junho, dia do Santo, com a procissão e os outros ritos
religiosos, no qual participam os representantes das corporações, as autoridades
civis e militares, o Bispo e diversas ordens religiosas. O Clou da Festa é o
domingo de manhã: neste dia, de facto, as estruturas alinhadas, revestidas com
baixos-relevos de massa de papel, são levadas em procissão para a Piazza Duomo
para homenagear o Santo. Estas são carregadas aos ombros dos vários Paranze .
De vez em quando, por mando peremptório, os Gigli são pousados no chão: esta
paragem significa essencialmente uma homenagem a alguém, embora responda também
à necessidade do embalador descansar para poder reorganizar a sua própria força.
Transportado cada Giglio até à praça, efectua-se então ballata (dança) ou
cullata (embalamento), cujas notas são emitidas por tocadores sentados sobre o
obelisco, enquanto se ouve a voz de um cantor. No final, o Bispo inicia a
bênção.
A quarta fase da Festa, a menos religiosa, é fortemente caracterizada por
comportamentos estranhos, de especial euforia: os Gigli dão a volta à cidade,
segundo um percurso predefinido e praticamente inalterado desde o século XV.
A Festa conclui-se com o regresso de cada um dos Giglio a casa, à espera de
serem transportados, no dia seguinte, para a Piazza Palazzo di Citta, pelas
pessoas da Câmara Municipal, jovens, rapazes e velhos. Os Gigli permanecem nesta
praça durante dois ou três dias, segundo um calendário de festejos fixado pela
Autarquia.
Quando a Festa parece terminar ouvem-se disparos de morteiros, disparados
pelos novos Mestres de Festa, que anunciam a atribuição do Giglio para o próximo
ano.
Arraiais subsidiados pela CML
Ajuda
Largo da Paz (Sociedade de Recreio Ajuda Clube)
Rua D. Vasco, 42 A (Grupo D. "A Académica da Ajuda")
Alcântara
Rua da Academia de Santo Amaro, 9 (Academia de Santo Amaro)
Beato
Rua Alves Paiva Fragoso, 29 (Assoc. de Moradores do Alto dos Toucinheiros)
Rua Nova do Grilo, 5 (Grupo Recreativo Amigos do Bem)
Rua Dr. Manuel Espírito Santo, Bairro Quinta do Ourives (Grupo Recreativo e
Cultural Onze Unidos)
Campo Grande
Pq.Infantil situado nas traseiras das Ruas Florbela Espanca, Fernando Pessoa,
Alberto de Oliveira (Centro Cultural e Recreativo dos Coruchéus)
Campolide
Rua de Campolide, largo em frente ao nº 360 (Sport Lisboa e Campolide)
Rotunda à entrada do Bairro da Liberdade (Santana Futebol Clube)
Carnide
Rua Neves Costa /Largo do Coreto (Carnide Clube)
Charneca
Campo das Amoreiras/Instalações J. Freguesia (Associação U. Reformados da
Charneca + Grupo Desportivo ?guias da Charneca)
Marvila
Bairro das Amendoeiras, Rua Engº Ferreira Dias, Adro da Igreja Paroquial
(Fábrica da Igreja Paroquial de Santa Beatriz da Silva)
Prazeres
Traseiras das Instalações dos Inválidos do Comércio, R. Possidónio da Silva,
206, entrada pela R. do Possolo (Grupo Dramático e Escolar "Os Combatentes")
Pena
Calçada de Sant'Ana (Grupo Desportivo da Pena)
Stª M. Belém
Largo Luís Alves Miguel (Clube Sportivo de Pedrouços)
Stª M. Olivais
Rua Circular Norte/B. da Encarnação (Associação D. C. Encarnação e Olivais)
Rua Vila Sena (Clube de Atletismo dos Olivais)
Verbena da colectividade da R. Cândido de Oliveira (Ingleses Futebol Clube)
S. Miguel
Lg. S. Miguel; Lg. S. Rafael; Rua de S. Miguel; Escadinhas de S. Miguel; Rua da
Adiça: Rua da Regueira; Rua Castelo Picão e Becos adjacentes (Associação
Recreativa Amigos de S. Miguel)
Largo do Salvador (Centro Cultural Dr. Magalhães Lima)
Rua Norberto Araújo, Calçadinha da Figueira (Grupo Sportivo Adicense)
S. Mamede
Largo Hintze Ribeiro, à Rua de S. Bento (Sport Clube das Amoreiras)
S. Paulo
Rua dos Cordoeiros, Largo de Stº Antoninho, Calçada da Bica Pequena (Grupo
Desportivo Zip-Zip)
Cç. Bica Grande; Beco dos Arciprestes; Tv. do Cabral; Tv. Bica Grande; Lg. Stº
Antoninho (Marítimo Lisboa Clube)
S. Vicente de Fora
Rua da Voz do Operário, 9 (Sociedade de Instrução e Beneficência "A Voz do
Operário")
Stª Engrácia
Calçada dos Barbadinhos, 49 A (Centro de Cultura Popular de Stª Engrácia)
Outros Arraiais
Arraial do Oceanário
Praça D. Carlos I, junto ao Oceanário, Parque das Nações (9, 10 e 12 de Junho,
das 19h à 01H)
Arraial Pride
24 de Junho, 18h às 02h
Festa do Fado
As origens do Fado são ainda uma incógnita e as opiniões sobre o assunto
divergem e perduram. Todavia, é consensual que o Fado, e o seu processo
histórico de afirmação, se resumem num modelo de constante evolução.
Neste projecto específico, o Fado é apresentado como uma abertura para o futuro,
nunca como uma recusa do passado. O desafio lançado aos artistas foi no sentido
de associar o tradicional a novos projectos e a experimentação do Fado com
outros géneros musicais. O modelo original, sem nunca perder o seu lado puro,
dá origem a novas formas.
Trazer o Fado a um outro público, menos habituado a este género musical, mas
também rasgar horizontes ao público tradicional do fado, apresentando projectos
alternativos e emergentes são alguns dos objectivos da Festa do Fado que, em
2006, apresenta no Castelo de São Jorge a sua 3ª edição.
De salientar que os espectáculos da Festa do Fado são produzidos no âmbito da
candidatura do fado a património.
Destaque ainda para a abertura dos artistas ao desafio lançado e a
disponibilidade para ousadas fusões artísticas.
Local
O espaço escolhido para a Festa do Fado é a Praça dArmas do Castelo de São
Jorge.
Espectáculos
02-24 Junho, sexta e sábados, sempre às 22H
10 euros; Bilhetes à venda no Castelo de São Jorge, lojas Fnac e TicketLine
Fado no Eléctrico nº28
Divulgar o Fado amador, convidando os artistas a interpretar o Fado mais
tradicional e castiço junto das gentes que deambulam pela cidade e que nela
moram é o principal objectivo do projecto.
A escolha recaiu sobre Eléctrico número 28, porque percorre um número
assinalável de bairros típicos lisboetas (do Martim Moniz aos Prazeres, passando
pela Mouraria e pela Graça), tradicionalmente associados ao Fado, e porque se
trata de um roteiro particularmente frequentado por turistas.
Quintas e domingos, 1-25 de Junho, das 16h00 às 18h00 e das 19h00 às 21h00
Programa
FESTA DO FADO
Castelo de S. Jorge, Praça dArmas, sextas e sábados às 22H
Espectáculos produzidos no âmbito da candidatura do fado a património,
UNESCO.
02 de Junho Dulce Pontes
03 de Junho Mísia
09 de Junho Maria da Fé e CPLP*
10 de Junho Cristina Branco e Rodrigo Leão
16 de Junho António Chaínho e 1 Week Project
17 de Junho Joana Amendoeira convida Mafalda Veiga
23 de Junho Aldina Duarte
24 de Junho Kátia Guerreiro
* CPLP Canções Populares em Língua Portuguesa, projecto musical de raiz criado
por Nuno Guerreiro e Manuel Paulo. Em palco os dois protagonistas rodearam-se de
Massimo Cavalli (contrabaixo) e Jaume Pradas (bateria), e dois talentos da
música portuguesa: Anabela e Filipe Gonçalves.
FADO NO ELÉCTRICO Nº 28
1, 4, 8, 11, 15, 18, 22 e 25 de Junho,
das 16h00 às 18h00 e das 19h00 às 21h00
Parque Mayer
Teatro Variedades
Hip Hop
05 07 Junho, 22H
O histórico Teatro Variedades do Parque Mayer em Lisboa vai receber nos
próximos dias 5, 6 e 7 um Festival de Hip Hop que terá várias participações
nacionais e internacionais. Inserido numa mais vasta programação para o Parque
Mayer pensada pela CML, este festival de três dias está integrado nas Festas da
Cidade de Lisboa de 2006 e contará com a participação de nomes bem conhecidos do
panorama Hip Hop nacional como Xeg, SP& Wilson, DJ Bomberjack, Micro e Dealema.
Para este evento houve o cuidado de dar espaço às chamadas 4 vertentes do Hip
Hop. Os pilares do Djing e do Mcing estarão bem presentes através das
participações de Xeg, SP&Wilson, Bomberjack, Micro, Dealema, do espanhol El Puto
Coke e ainda dos DJs Ride e Mars One. Mas o B-Boying (dança) e o Writing (graffiti)
também estarão bem representados: de Inglaterra chegará DJ Junk e membros do
colectivo Second to None, um nome muito respeitado mundialmente nos domínio do
breakdance, para a B-BOY JAM do dia de abertura; e da Alemanha chegarão os
writers RAK e TAPS que juntamente com os portugueses Mosaic e Nomen serão
responsáveis por diversas intervenções plásticas no interior do Teatro de
Variedades e nos espaços exteriores do Parque Mayer ao longo dos três dias do
festival.
O Hip Hop é hoje uma linguagem mais do que estabelecida em Portugal e o palco
do Teatro de Variedades irá receber alguns dos seus nomes mais representativos.
Emerge
Novos valores do electro e rock nacionais
13 15 Junho, 22H
Com um tema pelo menos sui generis, o Festival Emerge tem como principal
objectivo divulgar e solidificar, no mercado nacional, bandas emergentes
portuguesas, que tenham já um primeiro álbum editado (ou em vias de) e que
contam já com um relativo e crescente impacto nos media e no público em geral.
Com o intuito de se afirmar na agenda cultural nacional, este evento pretende
seguir uma direcção clara no sentido de ligar e despertar o público para
(alguns) novos valores do panorama musical nacional. Entre bandas, as noites
serão animadas por Djs.
Este projecto foi desenvolvido em parceria com Chiado Records (do Grupo NZ) e a
Dotstar (promotora e produtora de espectáculos).
FORUJAZZ
19 21 Junho, 22H
Depois de uma bem sucedida primeira edição em Setembro de 2005, o ForUjazz
regressa com uma programação que promete apresentar do melhor e mais original
jazz.
Integrado no vasto e rico programa das Festas de Lisboa, com o apoio da sua
Câmara Municipal e da Egeac, este festival apresenta este ano, talvez, os três
maiores nomes do jazz europeu das últimas décadas: Louis Sclavis, Alexander Von
Schlippenbach e Peter Brotzmann.
A estes três pesos pesados, junta-se a categoria de um dos mais interessantes
ensembles sedeados em Portugal, o multinacional IMI Kollektief.
Nesta sua segunda edição a Trem Azul, responsável mais uma vez pela programação
do ForUjazz, pretende continuar uma aposta forte no excelente, mas pouco
representado nos palcos nacionais, Jazz Europeu.
É intenção mais uma vez mostrar músicos cuja forte personalidade musical tenha
contribuído para o desenvolvimento da estética desta música em constante
modernização.
Nada melhor que abrir com o duo de Louis Sclavis, um verdadeiro colosso do
melhor jazz Francês das ultimas três décadas. Com ele vem Vincent Courtois, o
mais interessante e requisitado violoncelista francês do momento.
Na segunda noite, Lisboa terá o privilégio de assistir a um dos mais aguardados
concertos do ano, Alexander Von Schlippenbach e o seu quinteto tocam a obra de
Thelonious Monk segundo um prisma muito pessoal. Depois de ter sido apontado por
quase todos como o melhor disco de jazz de 2005, "Monk's Casino" é apresentado
em Portugal pela primeira vez.
A fechar a programação no Teatro Variedades, toca a 21 o trio de Peter Brotzmann,
o autor do consagrado, polémico e obrigatório manifesto do free jazz europeu,
Machine Gun em 1968.
Quase 40 anos depois, Brotzmann vem a Portugal pela segunda vez. Na verdade, a
carreira deste gigante alemão do saxofone nunca esteve tão activa, seja no
envolvimento constante com a nata do jazz europeu, seja nas várias parcerias com
alguns dos mais brilhantes jazzistas americanos, Ken Vandermark, William Parker,
Hamid Drake, Fred Hopkins, Nasheet Waits, Walter Perkins e tantos outros.
Rotas
Word Music
26 28 Junho, 22H
Cidade multicultural por excelência e vocação, Lisboa merece projectos que
celebrem esse contraste criativo que lhe está na pele. É pois tempo de Lisboa
voltar a apostar num evento que pretende ser regular, num festival que gostaria
de promover as músicas e culturas do mundo, privilegiando a festa, o encontro e
o contacto entre as gentes.
Com um pequeno formato, mas não definitivamente formatado, este primeiro passo
do Rotas acomodado no Teatro Variedades no Parque Mayer apresenta três
projectos: Argentina, Alemanha e uma fusão entre Bélgica e Brasil.
Programa
Teatro Variedades
Hip-Hop
05 07 Junho, 22H
05 Junho
Xeg
B-Boy Jam (Portugal/Inglaterra)
DJ Mars One
06 Junho
Micro
El Puto Coke (Espanha)
Dj Ride
07 Junho
Dealema
SP & Wilson
Dj Bomberjack
+ 07 Junho, 19h00, Dança Hip Hop com Bruno Beltrão Grupo de Rua de Niterói
(Brasil) projecto em parceria com o Alkantara
+ 05, 06 e 07 Junho, Graffiti JAM com MOSAIC e NOMEN (Portugal) e RAK e TAPS
(Alemanha)
Emerge
Novos valores do electro e rock nacionais
13 15 Junho, 22H
13 Junho
Dj Nelassassin
Peace Revolution
Bandex
14 de Junho
Dj Nelassassin
Post Hit
Room 74
15 de Junho
Dj Nelassassin
Bulllet
Bangguru
ForUjazzII
19 21 Junho, 22H
19 Junho
Louis Sclavis / Vincent Courtois Duo (França)
20 Junho
Alexander Von Schlippenbachs Monks Casino (Alemanha)
21 Junho
Peter Brotzmann / Marino Pliakas / Michael Wertmueller (Alemanha / Suíça)
+ Hot Clube, 20, 21 de Junho, 23.30h, Imi Kollektief
(Brasil/Portugal/França/Suécia/Bélgica)
Rotas
World Music
26 28 Junho, 22H
26 Junho
Bajofondo Tango Club (Argentina)
27 Junho
Polkaholix (Alemanha)
28 Junho
Think of One (Bélgica e Brasil)
A festa continua no Maxime, a partir da 24H
8 Junho
Cool Hipnoise
16 Junho
Lego
17 Junho
Daza Cominatcha
24 Junho
Laurent Philippe
30 Junho
Rão Kyao
Teatro Maria Vitória
A revista é Liiiinda, de 1 de Junho a 2 de Julho, 20% de desconto, 5ª a
domingo, às 22H; sábados e domingos, às 16H30. M/12.
Cesária Évora
Torre de Belém, 2 de Julho, 22H
Entrada Livre
Rogamar : de rogar e mar. Sempre presente, o mar. O povo das ilhas/É um povo
de marinheiros/Mas só para viajar para longe, escreve Teófilo Chantre num ritmo
de festa de São João. Passar o canal entre a ilha de São Vicente e a de Santo
Antão, que lhe faz face, é uma provação. No pequeno barco, quando as vagas
sobem, Rogá, rogá Virgem Maria/Pegá, pegá Santa Barba, reza-se à Virgem,
pede-se a Santa Bárbara para não fraquejar. Cesária adora contemplar o mar, ela
afirma claramente, que não viveria sem o mar. Daí a entrar nele, jamais! Teme-o,
di-lo ela, como diz que amou, que sofreu e que foi explorada pelo sistema
colonial, por produtores invejosos, de quem ela entretanto se soube rir e
esquecer. E Deus nunca dorme, ele escreve a direito, mesmo as injustiças,
acrescenta Cesária, o olhar de soslaio.
Cesária Évora canta em crioulo português, ela desenvolveu a sua carreira em
França como base avançada, já que o seu produtor, José da Silva, aí vive. Mas
ela é também profundamente africana. Rogamar pede então emprestada uma música a
Ray Lema para recordar a história colonial de ?frica, São Tomé na Equador, outra
ilha sob domínio português, local preponderante do trabalho forçado, como
anteriormente contado em Sodade. Da Avenida Marginal que orla a baía do
Mindelo até ao Senegal, não é assim tão longe. Ismaël Lô, a voz do folclore
senegalês, fez a viagem para um hino panafricano, Africa Nossa, a nossa ?frica,
berço do mundo, continente fecundo. E depois Malgache Régis Gizavo vem com o
seu acordeão...
Bem, para recapitular: Cesária Évora é uma equação com múltiplos desconhecidos
que, porque todos os segredos permanecem inexplicáveis, vendeu perto de cinco
milhões de álbuns pelo mundo, quando lhe prediziam o efémero e o entusiasmo de
uma estação. Desde 1988, o ano da Diva dos Pés Descalços e da sua chegada ao
mercado ocidental, cumpri todas as minhas obrigações, diz ela. Com seriedade,
e mantendo-se absolutamente senhora do seu destino.
Rogamar é fresco. Rogamar é marítimo. Cesária é inteira.
Véronique Mortaigne, in Le Monde
?frica Festival
Torre de Belém, 6 a 9 de Julho
Entrada Livre
Depois do sucesso da primeira edição, o ?frica Festival volta a contagiar a
cidade com o som quente dos ritmos africanos. Este ano, o Festival, produzido
pela EGEAC empresa municipal de gestão de equipamentos e animação cultural e
integrado nas Festas de Lisboa, realiza-se na Torre de Belém, de 6 a 9 de Julho.
São quatro dias de concertos gratuitos, com alguns dos principais representantes
das músicas de ?frica, com duas actuações por noite.
Para além dos concertos que se sucedem no palco principal, o festival conta
ainda com uma Tenda/Ponto de Encontro, no relvado da Torre de Belém, onde vão
decorrer diversos workshops, ateliers, actuações de música e uma exposição. A
participação nos ateliers/workshops é gratuita, mediante inscrição prévia.
Programa
Concertos, 22h
06 Julho
Bonga [Angola]
Cheikh Lô [Senegal]
07 Julho
Tcheka [Cabo-Verde]
Oumou Sangaré [Mali]
08 Julho
Djumbai Jazz [Guiné-Bissau]
Tiken Jah Fakoly [Costa do Marfim]
+ After-hours, Bicaense@AFRO-BLUE, Djs Johnny, Lucky e LadyGBrown
09 Julho
Stella Chiweshe [Zimbabwe]
Eyuphuro [Moçambique]
Tenda/Ponto de Encontro, 11h-21h
11h00 às 13h00 Ateliers para crianças, gratuitos, mediante inscrição prévia e
confirmação (dia 6, Expressão Dramática, Miguel Sermão e Dalton Borralho; dia 7,
construção de máscaras, fantoches e bonecas, Associação Moinho da Juventude; dia
8, construção de instrumentos musicais, Mick Trovoada e Jeremias Aurélio; dia 9,
dança, Associação Batoto Yetu)
14h00 às 18h00 Exposição/Homenagem a Ali Farka Touré
18h00 às 19h00 Leituras Encenadas (texto Ondjaki, co-criação e interpretação
Ângelo Torres, Dalton Borralho, Daniel Martinho e Miguel Sermão)
19h30 às 21h00 Actuações (dia 6, espectáculo de percussão africana com Winga,
Mick Trovoada, Galiano, Xuxa e DJ NelAssassin; dia 7, Refilon; dia 8, Ébano; dia
9, Workshop de dança africana com Annie Nganou e percussão ao vivo por Winga e
Guilherme Ben-Sassy)