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Jazz ao Centro - Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra, 2008 (VI Edição)
Coimbra (Portugal) | 02.06.2008 | | 00:00 | €0.00
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A edição de 2008 acarreta significativas novidades na orgânica do “Jazz ao Centro - Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra”. Doravante o evento realizar-se-á em plena Primavera, concentrando-se a sua programação nas duas primeiras semanas de Junho.

Visando o reforço da dinâmica da Alta e Baixa Coimbrãs, o “Jazz ao Centro” traz a animação para as ruas, com os quatro principais concertos a decorrer nas Escadas do Quebra Costas e as seis sessões “fora-de-horas” no seu “habitat natural”, o Salão Brazil. A ligação entre estes dois espaços procura envolver de forma o mais directa possível os que habitam e trabalham nestes locais e, ao mesmo tempo, captar a atenção de todos os Conimbricenses e de todos quantos visitam a cidade. Implantado bem no seio deste eixo, junto à Sé Velha, o Ateneu de Coimbra, colectividade fundada em 1940 e com uma assinalável actividade no sector cultural, será palco do concerto inaugural do “Jazz ao Centro”.

Em colaboração com a Universidade de Coimbra e o Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) este festival abraça, em 2008, novos desafios, incluindo na sua programação um pequeno ciclo de cinema documental e uma palestra versando a temática da Arte, Ciência e tecnologia no contexto das músicas improvisadas. O TAGV acolhe ainda um concerto, bem como uma das seis exposições de fotografia e design gráfico previstas no programa.

A animação de rua, compreendendo actividades pedagógicas, dois dias de Mercado Quebra Costas e uma emissão radiofónica dedicada, transmitida em circuito fechado para a Baixa da cidade contribuirão, simultaneamente, para divulgar a iniciativa e aproximá-la dos cidadãos.

Do ponto de vista de estética musical, o “Jazz ao Centro” aposta, como até aqui, numa inserção qualificada no circuito global da música criativa, abrindo portas a diversas abordagens que convergem no vasto território do jazz. No entanto, mais do que antes, este evento extravasa a música assumindo-se, na memória individual e colectiva, como a experiência vivida de um tempo e de um lugar. Eventos como este, abrangentes e inclusivos, oferecem a Coimbra uma oportunidade de forjar o seu próprio universo de significados, contribuindo para o reforço da sua auto-imagem como cidade do conhecimento e da cultura.

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