Porque desde os primórdios da humanidade é com a diáspora que se constrói o mundo, três músicos de partes distantes da nave espacial Terra, dois norte americanos, um de Brooklyn, Rashiim, outro de Chicago, Nirankar, o outro guineense, Kimi, encontram-se para fazer música segundo o entendimento que respectivamente têm do continente-mãe, ?frica.
Ausar-Sahu vem do jazz e toca contrabaixo, Nirankar é descendente de uma família de músicos afro americanos cujas raízes têm vestígios anteriores ao nascimento do Jazz, Kimi Djabaté segue a tradição Griot com a mais sedutor das percussões africanas, o balafon.
Não precisam de fazer um grande esforço para dialogarem; improvisam, mas é como se desde sempre tivessem tocado juntos, fluindo os sons que retiram das cordas com a naturalidade das coisas que se têm como certas, como a luz do sol ou a chuva. Africa é o denominador comum a estes três músicos, não só na ancestralidade mas também nos contactos frequentes que têm com vários povos africanos.