“Cantiga do
Avarento”
Dia cinzento
E uma chuva
miudinha
E um carro
que
passa e faz
saltar a
água
– e
molha-te!
Triste sina a
minha
Nem sou rei
nem és
rainha
tive um furo,
não me
atendes já
é
noite e eu
aqui –
sozinho!
E é a
cantiga
do avarento
Se vou a pé
fico sem
tempo
Não digo
asneiras que
é pecado e
não tens
culpa
Por isso…
Canta Chico!
Canta Chico!
Que quem
canta
seus males
espanta e é
bonito.
Canta Chico!
Canta Chico!
Verás que a
vida tem mais
sabor,
num quadro
que
pintas com
outra cor e
é
bonito.
Canta Chico!
Eles estão
por todo o
lado,
não sei
explicar sou
um azarado,
os ladrões e
salafrários
do costume e
bruxas más!
– e bruxas!
Como no sonho
em que o
leão
corre atrás
em
perseguição,
e em terrenos
escorregadios
por mais que
tente não
ganho
avanço.
E então
acordo em
sobressalto,
numa estrada
que agora é
de asfalto,
e na selva da
vida mudam-se
os actores
mas
não muda a
história
Refrão
Música:
Francisco
Gomes
Letra:
Francisco
Gomes
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