Na década de
30, Xerêm
ouviu
Procópio
Ferreira
declamar o
poema Mamãe
Baiana de
Joracy
Camargo. Dias
depois chegou
à porta do
dramaturgo com
a música
composta.
Aracy de
Almeida
registrou a
música duas
vezes, em
disco 78rpm e
em LP. A
primeira em
1940 e a
segunda em
1956 com
arranjo do
maestro
Radamés
Gnatalli. *
violão de
nylon e
guitarra
portuguesa -
Luiz Waack.
Letra
Iôiô tá
vendo / Nêga
véia aqui
sentada / Mas
num sabe a
fiarada / Que
ela tem pra
sustentá / Eu
crio eles /
Trabaiando o
dia inteiro /
Remexendo os
fugarêro /
Prus bolinho
num queimá /
Sô preta
mina / Lá da
costa da
Guiné / Fui
cativa, fui
inté /
Perdição dos
meus sinhô /
Mas os meus
fio / Que
nasceram
brasiêro / Do
mais moço
inté o
primêro /
Todos eles
são dotô /
De madrugada /
Eu recôio
essas quitanda
/ Faço as
rezas de
Luanda / Peço
aos
santos que me
sarve / E a
fiarada / Que
me deu São
Benedito / Lê
os verso mais
bonito / Do
poeta Castro
Arve.