Sobre a importância do fogo
Chamar banda ao movimento artístico que é The Big Church of Fire, não sendo limitativo, é no entanto uma omissão de valor. Surgiram oficialmente a 26 de Agosto de 2006, na Cidade de São Petersburgo, Rússia, quando por sinal D'Providência ambos os membros José Almeida e Luís Melim se cruzaram à saída de um comboio.
Por coincidência e por motivos legais, obrigados a permanecer na cidade por 21 dias, começaram a tocar na rua cabarés e alguns bares em troca de abastecimentos de vodka e de uns míseros punhados de rublos.
Nesse dia surgiu um fogo na cimo da Catedral de São Petersburgo, poucas horas depois de José e Luís terem improvisado umas canções na praça para arranjar uns trocos, entre elas Spread your Love, que passou a ser uma presença regular no alinhamento dos The Big Church of Fire.
Um sinal que surgiu.
Uma decisão que se tomou.
Um movimento que se criou.
O projecto começou com a premissa de que a música seria apenas tocada ao vivo, evitando qualquer tipo de gravação áudio que limitasse a criatividade dos membros da banda.
Já em Setembro de 2007, aproveitaram uma viagem de busca espiritual e, trocando o vodka pelo whiskey, improvisaram uma pequena tourné pelos EUA, tocando em alguns bares, com destaque, pela sua fama, para o Whiskey Girl e The Casbah (San Diego), o Montainview (Arkansas) e o 12th & Porter Playroom (Nashville).
A adesão e a pressão vinda do público relativamente à musica dos The Big Church of Fire obrigou que os seus membros decidissem divulgar abertamente o projecto, iniciando as primeiras gravações no final de 2007 já sem o baterista Pedro Ferreira, que os acompanhou na tourné e que, entretanto, decidiu continuar a sua busca espiritual pela Índia, com a promessa de voltar um dia.
A formação permanece um duo dinâmico, um combo portanto, aberto a participações especiais e esporádicas, como no caso da musica O Terceiro Homem, a qual conta com a participação da Dona Gertrudes Sousa, empregada de limpeza e confidente dos membros da banda.
Os The Big Church of Fire acreditam no poder da linguagem universal da música, insusceptível de ser catalogada ou formatada por língua, pátria ou religião.