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Nadas

12.04.08

Linhas desenhadas de papel e corda, sombras despidas,


dias queimados, fugazes, santos feridos de morte.


Cartas coloridas de nada, pétalas sentadas, fingidas.


Sons de amargura, palavras torcidas, audazes, sem norte.


 


Asas cortadas, visão de terras mortas, desgastadas.


Paredes fechadas, vozes tristonhas, trilhos sentidos,


cantos de sonhos caídos, paixão de almas devastadas,


ventos em tropeços, fugas alienadas, estilhaços perdidos.


 


Pasmos primários, coisas cansadas, tectos abismados,


raios de águas viradas, sonhos sonhados... desfeitos.


Mentiras pintadas, crenças abandonadas, contos rasgados,


Esperas demoradas, choros desvanecidos, baços... eleitos.


 


Solidão de conterrâneos, mal-amados, frustrados, sozinhos.


Chacina de bons poetas, moribundos, desabrigados sem luz e cor.


Torturas sem dó, conflitos sem rumos, passos sem caminhos,


dores de má sorte, sangue de ternas vidas no suco do pavor...