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Coisa de Epifanados

03.11.07

Ver-mo-nos agora

Causa esta sensação

Uma batalha já vencida

Pelo calor da emoção


A união é simbólica

Mas profundamente fiel

Com os erros vamos aprendendo

Sobre as teias deste bom mel...


Sabe a jasmim e cravo

Esta fotografia a preto e branco

Lembra-nos um passado

Fazendo-nos acreditar

Num futuro soberano


Para quem quer acreditar

Tudo é possivel aqui e agora

Existe esta força invisivél

Que emana música a toda a hora

Sem nos despedirmos

Queremos acabar....a vida são só 3 dias...a vida é p'ra SONHAR :)

Preâmbulos e paranóias

03.11.07

Vejo agora passar

Os rostos já velhos, que em tempos trasbordavam juventude.

Vi uma nova Era, um novo folgo ressurgir.

O mundo não muda, apenas se trasforma

Esta é a primeira verdade que o Homem reconhece.

O sol que brilha, que acalma, que aquece devagar...

Surge no espirito da terra uma oportunidade para sonhar.

A dor flutua tão suavemente, que adormece a tristeza.

Vem o último suspiro...

Cai uma última lágrma...

Fica no ar a presença de um sentimento incolor.

Preâmbulos e paranóias inundam o pensamento

Deixando uma maré cheia de conflitos macabros,

Que apenas sugam a essência da vida...

Fecham-se os olhos cansados,

Ouvem-se os tambores tocar...

Fica um ritmo calmo e constante

Num coração prestes a parar

Pára de olhar...ama...

03.11.07

Pára de olhar assim para mim

Não aguento mais esse teu olhar

Fico perdida no mundo

Sem saber o que sinto, o que esperar...

Não gosto deme sentir assim

Também não quero olhar mais para ti.

Farta de tentar, a minha voz não quer falar

Fico parada, indecisa, não quero mais tentar...

Quero desaparecer, ficar invisível e sem ti...

Doi-me a alma e o coração

Choro a mágoa de uma vida

Que luta pela alegria do meu fraco coração.

Não, não quero mais saber

porque já não dizes que sem mim não sabes viver.

Deixa-me em paz e ser livre

Quero-te sempre

Mas não sei se consigo ser quem tu queres que eu seja

Sou uma menina perdida, sem que ninguém a veja...

Deixa-me amar.....deixa-me!


data original: 19/04/2007

Figuras quadradas

03.11.07
Quando enche, explode e esquece

E espanta a insanidade, solta a concentração

Emana tranquilidade...

Baixinho, fala baixinho...

Diz-me o que sentes..

Alto voa bem alto

Sobe todas as montanhas e não olhes para trás!

Regala-te com as maravilhas que te aguardam

Não te deixes cair desta vez...

Paisagens submersas na imensidão da dor

Cores desbotadas pelas amarras da vida

Figuras quadradas, desfiguradas, escondidas,

Vagueiam por aí...sem saber para onde vão...


28/05/07

A Graça e a Consolação

03.11.07

A Graça e a Consolação

São a verdade escondida

Que desabrocha na primavera

Que se insinua na inércia

Fazendo-se sentir no coração.

Pecados são abafados

Pela cascata que deixa cair

Folhas de água cristalina

No olhar da vida a sorrir.


Voa no céu azul a gaivota da alegria

Deixa-se embalar

Pelas ondas a rebentar

Num momento de euforia


Dispersam-se mágoas e agoiros

Ficam as verdades e os tesouros

A ilha da solidão adormece agora

Cheia de esperança e saudade

De um dia que se desvanece

No meio da sombra da verdade...


22/05/2007