A emitir desde Janeiro de 2003 na antena da Rádio Vizela, na frequência de 97.20 FM, o programa Folklândia é um espaço radiofónico dedicado à música folk portuguesa e europeia que vai para o «ar» aos sábados, entre as 22:00 e as 24:00. É produzido e apresentado por João Sá e conta, sempre que possível, com comentários de Hugo Pinto e de Nuno Pinto.
Para além dos alinhamentos musicais, onde se destacam o folk e a folk-fusão, este espaço também privilegia conteúdos como reportagem, entrevista, agenda e antevisão de eventos.
Tudo começou num fim de tarde de domingo, dia 12 de Janeiro de 2003. João Sá, a concluir a licenciatura em Comunicação Social, estagiava na redacção da Rádio Vizela quando resolveu propor a produção de um programa temático sobre música folk à direcção da estação vizelense. Sensibilizado pela proposta, José Borges (então presidente da Rádio Vizela) aceitou-a de imediato e o programa começou a emitir com duração de duas horas, aos domingos entre as 18:00 e as 20:00.
Era preciso arranjar um nome para o programa, algo que fizesse sentido e marcasse a diferença e foi então que surgiu «Sons Radicais» para baptizar o espaço. O nome foi uma sugestão do chefe de redacção, na altura, Domingos Melo, numa alusão a «sons da raiz», e traçou-se desde aí a linha de orientação do Sons Radicais como programa temático de divulgação de um género musical - o folk - tão marginalizado pela maioria das rádios portuguesas. Com duas horas de duração, o Sons Radicais dividia-se em duas partes: uma hora dedicada à música tradicional europeia ou de influencia europeia e outra sobre música tradicional portuguesa. Para além da dos alinhamentos musicais, o espaço também privilegiou a reportagem, entrevista, agenda e antevisão de eventos como conteúdos privilegiados. Entre reportagens e entrevistas com músicos, bandas, produtores e organizadores de festivais, realizaram-se ainda algumas horas temáticas dedicadas a instrumentos musicais utilizados na música tradicional.
A pouco e pouco, o programa foi fidelizando públicos e ouvintes espalhados um pouco entre o Baixo Minho e o Douro Litoral.
Mantendo sempre uma estrutura de duas horas de música folk, o espaço foi alternando poucas vezes de horário até se radicar definitivamente ao sábado, por altura em que Sérgio Vinagre estava à frente dos destinos da Rádio Vizela. O programa recebeu estímulos para continuar e, o então director de programas, Sérgio Vinagre sugeriu «Folklândia» para rebaptizar o espaço, pois «Sons Radicais» era um nome que ainda causava alguma confusão nos ouvintes. Assim, a 26 de Setembro de 2004 foi para o «ar» pela última vez com a designação de «Sons Radicais».
A 2 de Outubro do mesmo ano, entre as 13:00 e as 15:00, o espaço da divulgação do folk na Rádio Vizela conhece assim uma nova etapa, continuando a «missão» de divulgar o género musical como «Folklândia» e num horário bem mais concorrido na emissora vizelense. Por essa altura, João Sá convidou Hugo Pinto (jornalista, fotografo profissional e também entusiasta do folk) para comentador residente no programa e passaram, desde então, a trabalhar juntos e a partilhar experiências. Mais tarde, em inicios de 2008, juntar-se-ia à equipa do Folklândia outro comentador: Nuno Pinto. Trata-se de um aluno de História, na Universidade do Minho, que contribui para enriquecer este espaço radiofónico com algumas perspectivas históricas sobre alguns dos temas que vão sendo abordados nos alinhamentos musicais.
Tentando ultrapassar as limitações geográficas da Rádio Vizela, o Folklândia está (desde de Fevereiro de 2006) também disponível em formato podcast na internet, de forma a poder ser escutado onde as ondas hertzianas da estação vizelense não chegam.
Também ciente do papel de serviço público de radiodifusão em parte prestado neste espaço temático, à semelhança de outros conteúdos que a Rádio Vizela promove nas áreas da informação e da diversidade cultural, a direcção da emissora tem estimulado a permanência do Folklândia, para que continue a divulgar o folk nas ondas hertzianas da 97.20 FM... por muito tempo.
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