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"Não me pergunte quem sou e não me diga para permanecer o mesmo"   Foucault






Acordo e olho toda a manhã para o espelho que reflete minha cara de bunda com síndrome de down, e me pergunto, oq estou fazendo viva?!?! 


Nossa única justificativa pra a existência é a capacidade de criar coisas belas. Eu vivo pela arte... e vc?

"Todo indivíduo representa tanto a unidade da personalidade quanto a forma individual desta unidade. Assim, ele é tanto o quadro quanto o artista. Ele é o artista de sua própria personalidade." 
Alfred Adler
loved666@hotmail.com





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Eterno Maggot... 08.02.08

Em um dia q não me reconheço como um verme rastejante, nem  como uma borboleta deslumbrante. Apenas não paro de lamentar por estar a muitíssimo tempo condenada a essa condição de ser apenas uma larva mediocre que se esconde a anos dentro da sua própria casca.
 No entanto consegui fazer com o dedo um buraco pelo qual espio com uma certa inveja aqueles q a tempos conseguiram suas asas, sinuosas e bravejantes, conquistando tudo a sua volta. E eu aqui fodida, dentro dessa porra sem poder sair, tentando me mexer, tentando sorrir ou apenas perecer.
Ou  vida de merda, ou inércia maldita, ou vida de merda...
 


Pesso pra sair... 22.01.08

Alguém formate meu cérebro, tem peso d+ aqui dentro, muitos vírus e muita perturbação. Já naum consigo ficar sozinha com aquilo que escuto em minha mente,  parece q tudo que li até agora chegaram como uma nuvem de gafanhotos e devoraram todos  meus sonhos possíveis de ser realizados. Parece que agora só consigo querer coisas distantes, aquelas q me fazem esticar as mãos com todas força  mas meus pés não conseguem sair do lugar, e tudo cada vez mais se afasta.
 Esse excesso de informação me as vezes parece me destruir, evita que esteja presente dentro do meu próprio corpo, que vivencie cada minuto como único. Tudo esta escrito em livros, tudo pisca nesta maldita tela tudo esta ao meu alcance, mas cada hora que passo hipinotizada diante de imagens brilhantes piscando é um tempo que perdi vivendo, sentindo o gosto de viver de verdade, de estar sentindo tudo na prática. eu já não sei recoicer oq é prazeroso de verdade, é como se minha mente me castigasse toda vez q reconheço uma mentira, uma ilusão. Só que essa ilusão faz parte do nosso cotidiano, ela esta impregnada em todos os lugares, ela rege o mundo, e tudo aquilo que teoricamente serve para trazer alegria a nossos corações a mim só traz tormento e amargura.
  As vezes penso  q teria sido melhor ter morrido antes dos 5 anos de idade,  só fui feliz até ai. Tenho envelhecido 10 anos por ano, no momento atual não passo de uma velha de 200 com um milhão de problemas mentais lendo mais um livro de Nietzsche e odiando cada dia mais tudo e todos, a começar por mim. E depois de tudo isso, me pergunto, vale a pena tentar  empurrar tanta coisa na cabeça?!?!?Quando as coisas q realmente importam na vida são tão simples...
Glécia, se mata logo!



Da amizade como modo de vida 17.01.08

- Você tem cinquenta anos. É um leitor deste jornal que existe há dois anos. O conjunto destes discursos te parece algo de positivo?

Que o jornal exista, é algo de positivo e importante. Ao seu jornal, o que eu pediria era que, lendo, eu não tivesse que colocar a questão da minha idade. Ora, a leitura me força a colocá-la. E eu não fiquei muito contente com a maneira que fui levado a fazê-lo. Muito simplesmente, eu não teria lugar ali.

- Quem sabe o problema seja da faixa etária dos que colaboram e dos que lêem: uma maioria entre 25 e 35 anos.

É claro. Quanto mais escrito por pessoas jovens, mais concerne às pessoas jovens. Mas o problema não é ceder lugar a uma faixa etária de um lado a outro, mas saber o que se pode fazer em relação à quase identificação da homossexualidade com o amor entre jovens.

Outra coisa da qual é preciso desconfiar é a tendência de levar a questão da homossexualidade para o problema "Quem sou eu? Qual o segredo do meu desejo?" Quem sabe, seria melhor perguntar: "Quais relações podem ser estabelecidas, inventadas, multiplicadas, moduladas através da homossexualidade?" O problema não é descobrir em si a verdade sobre seu sexo, mas, para além disso, usar de sua sexualidade para chegar a uma multiplicidade de relações. E isso, sem dúvida é a razão pela qual a homossexualidade não é uma forma de desejo, mas algo de desejável. Temos que nos esforçar em nos tornar homossexuais e não nos obstinarmos em reconhecer que o somos. Isso para onde caminha os desenvolvimentos do problema da homossexualidade é o problema da amizade.

- Você pensou isso aos 20 anos ou descobriu no decorrer dos anos?

Tão longe quanto me recordo, desejar rapazes é desejar relações com rapazes. E isso foi sempre, para mim, algo importante. Não forçosamente sob a forma do casal, mas como uma questão de existência: Como é possível para homens estarem juntos? Viver juntos, compartilhar seus tempos, suas refeições, seus quartos, seus lazeres, suas aflições, seu saber, suas confidências? O que é isso de estar entre homens "nus", fora das relações institucionais, de família, de profissão, de companheirismo obrigatório? É um desejo, uma inquietação, um desejo-inquietação que existe em muitas pessoas.

- Pode-se dizer que a relação com o desejo, com o prazer e a relação que alguém pode ter, seja dependente de sua idade?

Sim, muito profundamente. Entre um homem e uma mulher mais jovem, a instituição facilita as diferenças de idade, as aceita e as faz funcionar. Dois homens de idades notavelmente diferentes, que código têm para se comunicar? Estão um em frente ao outro sem armas, sem palavras convencionais, sem nada que os tranquilize sobre o sentido do movimento que os leva um para o outro. Terão que inventar de A a Z uma relação ainda sem forma que é a amizade: isto é, a soma de todas as coisas por meio das quais um e outro podem se dar prazer.

É uma das concessões que se fazem aos outros de apenas apresentar a homossexualidade sob a forma de um prazer imediato, de dois jovens que se encontram na rua, se seduzam por um olhar, que põem a mão na bunda um do outro, e se lançando ao ar por um quarto de hora. Esta é uma imagem comum da homossexualidade que perde toda a sua virtualidade inquietante por duas razões: ela responde a um cânone tranqüilizador da beleza e anula o que pode vir a inquietar no afeto, carinho, amizade, fidelidade, coleguismo, companheirismo, aos quais uma sociedade um pouco destrutiva não pode ceder espaço sem temer que se formem alianças, que se tracem linhas de força imprevistas. Penso que é isto o que torna "perturbadora" a homossexualidade: o modo de vida homossexual muito mais que o ato sexual mesmo. Imaginar um ato sexual que não esteja conforme a lei ou a natureza, não é isso que inquieta as pessoas. Mas que indivíduos comecem a se amar, e ai está o problema. A instituição é sacudida, intensidades afetivas a atravessam, ao mesmo tempo, a dominam e perturbam. Olhe o exército: ali o amor entre homens é, incessantemente convocado e honrado. Os códigos institucionais não podem validar estas relações das intensidades múltiplas, das cores variáveis, dos movimentos imperceptíveis, das formas que se modificam. Estas relações instauram um curto-circuito e introduzem o amor onde deveria haver a lei, a regra ou o hábito.

- Você diz a todo momento: "mais que chorar por prazeres esfacelados, me interessa o que podemos fazer de nós mesmos". Poderia explicar melhor?

O ascetismo como renúncia ao prazer tem má reputação. Porém a ascese é outra coisa. É o trabalho que se faz sobre si mesmo para transformar-se ou para fazer aparecer esse si que, felizmente, não se alcança jamais. Não seria este o nosso problema hoje? Nós colocamos o ascetismo em férias. Temos que avançar sobre uma ascese homossexual que nos faria trabalhar sobre nós mesmos e inventar - não digo descobrir - uma maneira de ser, ainda improvável.

- Isso quer dizer que um jovem homossexual deveria ser muito prudente em relação à imagem homossexual e trabalhar sobre outra coisa?

Isso em que devemos trabalhar, me parece, não é tanto em liberar nossos desejos, mas em tornar a nós mesmos infinitamente mais suscetíveis a prazeres. É preciso, e é preciso fazer escapar às duas fórmulas completamente feitas sobre o puro encontro sexual e sobre a fusão amorosa das identidades.

- Pode-se ver premissas de construções relacionais fortes nos EUA, sobretudo, nas cidades onde o problema da miséria sexual parece resolvido?

O que me parece certo é que nos EUA, mesmo se o fundo da miséria sexual ainda exista, o interesse pela amizade está se tornando muito importante. Não se entra simplesmente na relação para poder chegar à consumação sexual, o que se faz muito facilmente; mas aquilo para o que as pessoas são polarizadas é a amizade. Como chegar, por meio das práticas sexuais, a um sistema relacional? É possível criar um modo de vida homossexual?

Esta noção de modo de vida me parece importante. Não seria preciso introduzir uma diversificação outra que não aquela devida às classes sociais, diferenças de profissão, de níveis culturais, uma diversificação que seria também uma forma de relação e que seria "o modo de vida"? Um modo de vida pode ser partilhado por indivíduos de idade, estatuto e atividade sociais diferentes. Pode dar lugar a relações intensas que não se parecem com nenhuma daquelas que são institucionalizadas e me parece que um modo de vida pode dar lugar a uma cultura e a uma ética. Ser gay é, creio, não se identificar aos traços psicológicos e às máscaras visíveis do homossexual, mas buscar definir e desenvolver um modo de vida.

- Não é uma mitologia dizer: "Aí estão, talvez, as premissas de uma socialização entre os seres, que é inter-classes, inter-idades, inter-nacionais?"

Sim, um grande mito como dizer: não haverá mais diferenças entre a homossexualidade e a heterossexualidade. Por outro lado, penso que é uma das razões pelas quais a homossexualidade se torna um problema atualmente. Acontece que a afirmação de que ser homossexual é ser um homem e que este se ama, esta busca de um modo de vida vai ao encontro desta ideologia dos movimentos de liberação sexual dos anos sessenta. Nesse sentido os "clones" bigodudos têm uma significação. É um modo de responder: "Não receiem nada, quanto mais se seja liberado, menos se amará as mulheres, menos se fundirá nesta polissexualidade onde não há mais diferença entre uns e outros." E não se trata, de modo algum, da idéia de uma grande fusão comunitária.

A homossexualidade é uma ocasião histórica de reabrir virtualidades relacionais e afetivas, não tanto pelas qualidades intrínsecas do homossexual, mas pela posição de "enviesado", em qualquer forma, as linhas diagonais que se podem traçar no tecido social, as quais permitem fazer aparecer essas virtualidades.

- As mulheres poderiam objetar: "O que é que os homens ganham entre eles e ganham em relação às relações possíveis entre um homem e uma mulher ou entre duas mulheres?"

Há um livro que apareceu nos EUA sobre a amizade entre as mulheres (Faderman, L. Surpassing the Love of Men. New York: William Marrow, 1980). É muito bem documentado a partir de testemunhos de relações de afeição e paixão entre mulheres. No prefácio, a autora diz que ela havia partido da idéia de detectar as relações homossexuais e se deu por conta de que essas relações não somente não estavam sempre presentes, mas que não era interessante saber se se poderia chamar a isso de homossexualidade ou não. E que, deixando a relação desdobrar-se tal como ela aparece nas palavras e nos gestos, apareceriam outras coisas bastante essenciais: amores, afetos densos, maravilhosos, ensolarados ou mesmo, muito tristes, muito negros. Este livro mostra também em que ponto o corpo da mulher desempenhou um grande papel e os contatos entre os corpos femininos: uma mulher penteia outra mulher, ela se deixa maquiar e vestir. As mulheres teriam direito ao corpo de outras mulheres, segurar pela cintura, abraçar-se. O corpo do homem estava proibido ao homem de maneira mais drástica. Se é verdade que a vida entre mulheres era tolerada, é somente em certos períodos e a partir do séc. XIX que a vida entre homens foi, não somente tolerada, mas rigorosamente obrigatória: simplesmente durante as guerras.

Igualmente nos campos de prisioneiros. Havia soldados, jovens oficiais que passaram meses, anos juntos. Durante a guerra de 14, os homens viviam completamente juntos, uns sobre aos outros, e, para eles isso não era nada, na medida em que a morte estava ali; e de onde finalmente a devoção de um ao outro, o serviço feito era sancionado por um jogo de vida e morte. Fora algumas frases sobre o coleguismo, sobre a fraternidade da alma, de alguns testemunhos muito parciais, o que se sabe sobre furacões afetivos, sobre essas tempestades do coração que puderam haver ali nesses momentos? E alguém pode perguntar o faz que nessas guerras absurdas, grotescas, nesses massacres infernais, que as pessoas, apesar de tudo, tenham se sustentado? Sem dúvida, um tecido afetivo. Não quero dizer que era porque eles estavam amando uns aos outros que continuavam combatendo. Mas a honra, a coragem, a dignidade, o sacrifício, sair da trincheira com o companheiro, diante do companheiro, isso implicava uma trama afetiva muito intensa. Isto não quer dizer: "Ah, está ai a homossexualidade!" Detesto este tipo de raciocínio. Mas sem dúvida se tem ai uma das condições, não a única, que permitiu suportar essa vida infernal em que as pessoas, durante semanas, rolassem no barro, entre os cadáveres, a merda, se arrebentassem de fome; e estivessem bêbadas na manhã do ataque.

Eu queria dizer, enfim, que qualquer coisa refletida e voluntária, como uma publicação, deveria tornar possível uma cultura homossexual, isto é, possibilitar os instrumentos para relações polimorfas, variáveis, individualmente moduladas. Mas a idéia de um programa e de proposições é perigosa. Desde que um programa se apresenta, ele faz lei, é uma proibição de inventar. Deveria haver uma inventividade própria de uma situação como a nossa e que estas vontades disso que os americanos chamam de comming out, isto é, de se manifestar. O programa deve ser vazio. É preciso cavar para mostrar como as coisas foram historicamente contingentes, por tal ou qual razão inteligíveis, mas não necessárias. É preciso fazer aparecer o inteligível sob o fundo da vacuidade e negar uma necessidade; e pensar o que existe está longe de preencher todos os espaços possíveis. Fazer um verdadeiro desafio inevitável da questão: o que se pode jogar e como inventar um jogo?

 Michel Foucault.



AMOR E MÚSICA... 17.01.08



Eu amo reggae?!?!?!? 14.01.08

Fui convidada para tocar guitarra em uma banda de reggae!!!!!!!
Já me imagino fumando maconha e tocando aqueles três acordes básicos enquanto um doido canta ionhô ionhô...
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Reggae é mauzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz...
Mas nunca participei de uma banda antes então vou tocar!
huahauahuaha
Vou querer escrever as letras tb!!!!!!!!!!!!!!!
huahauahuahauahauhauahauah




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Esteban Device
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Living Ashes
Living Ashes_2008-08-06
Bons sons.Oi Queer, tudo bem?! Novos temas para audição e download no palco dos Living Ashes. Deixem o vosso comentário. Obrigado. Saudações Musicais.
Bruno Miguel Gomes Monteiro
Bruno Miguel Gomes Monteiro_2008-07-31
Ola! Queer td bem? se quiseres da um saltinho pelo meu palco e deixa a tua opinião sincera sobre os sons ;) fica bem
Tibas
Tibas_2008-05-21
ola tudo bem? bons sons aki passa no meu e comenta sei que nao e a tua cena mas pronto Abraço
METAFORMAÇÕES
METAFORMAÇÕES_2008-05-14
Olá, tudo bem? Já conheces os Cupido? Visita a página de internet www.metaformacoes.net ( fora do palco ), e ouve o seu tema "Tudo Mudou". Obrigado e até breve!
SILFOS
SILFOS_2008-05-07
Olá, Convido a visitar nosso palco e escutar as músicas de nosso novo CD "EQUILIBRIUM". Abração.
Iládio Amado
Iládio Amado_2008-05-07
olá querr... é só para anunciar que tenho um novo tema no meu palco! chama-se WAD e é uma ambiência sonora com características densas, sombrias e tradicionais! espero que curtas! fica bem! já agora, n deixes de ouvir os living ashes e os meus outros projectos, que percorrem vários estilos! obrigado pelo apoio!
Kaizen
Kaizen_2008-04-27
allô só para avisar que há músicas novas dos kaizen para ouvires... Contamos contigo
Iládio Amado
Iládio Amado_2008-04-15
oi queer... chegaste a ouvir o growing dos living ashes? a primeira do meu palco? espero que sim! fica bem e obrigado por todo o apoio! boa sorte com os teus projectos!
Indigo
Indigo_2008-04-13
"NOVO TEMA - innocence" Boas, se gostas de musicas com groove e muita energia, ouve INDIGO ;)
Paulo Gama
Paulo Gama_2008-04-07
...é bom a música não ser um assunto confidencial.Embora os gostos sejam individuais-vem ao meu palco.Dá a tua opinião.Obrigado.




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