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português em vias de extinção

19.10.08

Fdssss! O português que vigora nos blogs (neste palco ou fora dele) é brutal!

Isto já ultrapassou a inocente troca do "que" pelo "k", ou do "s" pelo "x". Já não é a mera opção prática, ou estética, ou a simples tentativa de ser diferente à custa de scripts para miúdos de 10 anos... Não, o pessoal não sabe mesmo escrever!!!

Volta e meia, ainda tento ler até ao fim um ou outro desses textos, com "x" por todo lado, "h" no fim das palavras, caracteres marados, etc. Mesmo depois de filtrar e descodificar esse lixo todo, os textos raramente fazem sentido. Até se pode tentar adivinhar o que está subentendido, a intenção, mas é mesmo à sorte. Estrutura frásica, sujeito, predicado, tempos verbais... Esquece! São conceitos demasiado complexos para essa malta.

Leio aquela merda, não percebo bolha e questiono-me: "bolas, será que sou eu que estou a ficar velho? Será que, no futuro, é assim que toda a gente vai escrever?!". Mas depois ligo o cérebro e concluo que, se a tendência fosse mesmo esta, a da destruição da linguagem, daqui a uns anos teríamos regredido até ao grunhido. Ora, a teoria da evolução diz-nos o contrário, que a tendência natural é melhorarmos, enriquecermos o nosso conhecimento. O objectivo da linguagem é tornar a nossa mensagem perceptível e precisa, ao contrário do que acontece com os grunhidos.

Por isso, malta, toca a pegar nos livros da primária e a aprender a escrever! É que pode acontecer que um dia tenham uma mensagem realmente importante para transmitir ao mundo e o mundo olhe para aquilo e diga: "k?"

d.n.r.

28.09.08

tip of the hat / wag of the finger

20.09.08

"Tip of the Hat/Wag of the Finger" sobre ciência e tecnologia.

Já é antigo, mas ainda está actual.

(aviso: tem publicidade no início)

picao #1

07.09.08
68105



La Musgaña, no Intercéltico de Sendim 2004.



(é "estraga-f...", cortar a música assim, mas a seguir está completa)

picao #2

07.09.08

Dois dias depois, em Alcañices. (música completa)

hino russo #1

07.09.08

Qualidade!
Queria ver os nossos militares a cantar o hino a quatro vozes.

hino russo #2

03.09.08

Quantidade!
Honra seja feita ao Putin, que recuperou o hino soviético.

chesnokov

07.08.08

iokasti's dream

30.07.08

asshole

27.07.08

there is no challenge too great for a world that stands as one

27.07.08



Grande actuação ao vivo: excelente composição, boa execução, boa presença em palco, público entusiasta...
O problema é depois de sair o disco...

A música ao serviço da imbecilidade #4

18.07.08

Rádio em espera telefónica

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Quando ligamos a um serviço de atendimento telefónico, é um hábito já antigo darem-nos música enquanto aguardamos.

Desde a melodia que parece tirada das caixinhas de música, passando pela típica "música de elevador", até ao rock enlatado dos mega-call-centers, já não estranhamos praticamente nada, seja a intenção adormecer ou mostrar o espírito jovem e dinâmico das grandes empresas.

Apareceu, depois, a moda da publicidade. Impingir anúncios enquanto aguardamos ao telefone! Ideia genial... a não ser que estejamos a ligar para reclamar do serviço que estão a publicitar! Já algum estudo de marketing deve ter chegado à conclusão que os efeitos podem ser mais nefastos que benéficos, porque a moda foi desaparecendo.

A última moda, que apareceu há uns tempos, foi a de ligar a espera telefónica a uma emissora de rádio. Sinceramente, não sei a que propósito. Será para não se darem sequer ao trabalho de fazer uma playlist, ou comprar o "pan-pipe moods"? Parece-me, sinceramente, a pior solução das três, por vários motivos:

1. Infelizmente, já há quem sofra com a rádio no emprego! Não precisam de a gramar ao telefone também!

2. Além disso, o call-center pode escolher a emissora mas não controla o que ela passa.

3. Pior ainda, pode acontecer como me aconteceu há uns tempos:

Uma empresa, com que tenho que falar regularmente tinha adoptado esse sistema. Inicialmente, tinham escolhido rádios "jovens", mas, logo na primeira semana, tiveram queixas com algumas músicas mais desagradáveis e alguns programas de comédia mais atrevidos, pelo que começaram a optar pelas rádios mais tradicionais.

Assim, quando pela primeira vez liguei e apanhei este novo sistema, calhou-me, nem mais nem menos do que a Rádio Renascença, em plena hora em que rezam o terço! Ao vivo!!! Para mal dos meus pecados, estive mais de dez minutos em fila de espera e, entre pais-nossos e avé-marias, já eu rezava para que me atendessem rapidamente! Quando finalmente me atenderam, exultei "Aleluia, aleluia!!!".

Volta, Primavera de Vivaldi, que ninguém enlouquece por tua causa!...

A música ao serviço da imbecilidade #3

13.07.08

Bicicleta + auscultadores

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Outro fenómeno fantástico, que floriu com a propagação dos leitores de mp3, e que espelha, acima de tudo, a inteligência de quem o pratica: andar de bicicleta com auscultadores (e no meio do trânsito, de preferência). É, para mim, o expoente máximo da "metroimbecilidade". Se não percebem o óbvio, eu tento explicar.

Há três maneiras de nos apercebermos que um camião nos vai abalroar: ver, ouvir e sentir. Quanto ao sentir, enfim, a única coisa que sentimos numa bicicleta é a vibração do paralelepípedo nos braços, pernas e rabo.

Restam, por isso, outros dois sentidos. A visão, como sabem, tem uma amplitude de 180º, pelo que só nos apercebemos, na melhor das hipóteses, de metade do perigo que nos rodeia.

Assim, resta a audição como único radar omnidireccional e fiável. Ainda por cima, passa pelos ouvidos (mais concretamente pelo tímpano) o equilíbrio, essencial quando se anda de bicicleta no meio de filas de trânsito, julgo.

É por isso que acho genial andar de bicicleta ouvindo as suas músicas predilectas (provavelmente, as mesmas que ouvem no emprego, em casa, no carro, etc) com auscultadores que lhes tapam e isolam os ouvidos do ruído exterior. Mais brilhante ainda, é constatar que estas mesmas pessoas não costumam dispensar o belo capacete...
O instinto de sobrevivência existe, só que está no lado errado do crânio!

A música ao serviço da imbecilidade #2

08.07.08

Telemóvel + mp3 + altifalante... em estéreo!

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Um fenómeno, mais ou menos recente, foi o florir de telemóveis que juntam o leitor de mp3 (ideia excelente, para quem quiser um telemóvel para outras coisas que não fazer telefonemas) e o altifalante, criando assim uma arma perfeita para os nossos jovens e/ou atrasados mentais propagarem a sua imbecilidade através de ondas acústicas.

Como se não bastasse a imposição da música no trabalho, nos cafés, nos restaurantes, nas lojas, estações de serviço, atendimentos telefónicos, quartos de banho públicos, etc., esta cruzada pela propagação do "chunga" pode agora ser travada nos autocarros, no metro, na rua, na praia... e tudo isto com aquela qualidade sonora dos altifalantes dos telemóveis, debitando "som" entre os 1500 e os 3000 Hz... e em estéreo!

Mas o fenómeno não é novo. Quem não se lembra dos velhotes que andavam, ao domingo à tarde, com o rádio de pilhas ao ouvido para ouvir os relatos? A diferença é que até estes já entraram no século XXI e aderiram à maravilha tecnológica do "auscultador"!  

A música ao serviço da imbecilidade #1

08.07.08

Rádio no trabalho

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Hábito horrendo! Não duvido que haja pessoas que precisam de uma "batida", um certo metrónomo para conseguir executar as suas tarefas diárias. Há pessoas até que precisam de barulho à sua volta para se conseguirem concentrar no seu trabalho.

Mas há pessoas que não!!! Meus amigos, há pessoas a quem pára o cérebro quando ouvem determinadas "músicas". Há pessoas cujo sistema nervoso é seriamente afectado quando são obrigados a ouvir determinadas rádios, com a mesma playlist de pastilha elástica a ser repetida ciclicamente, dia após dia.

Da mesma forma que se aboliu o fumo nos locais de trabalho, a bem da nossa saúde pulmonar, também os rádios deviam ser banidos, a bem da minha sanidade mental! E não digo isto por ser fumador. Por respeito pelos outros, nunca tive o hábito de fumar no local de trabalho. A questão prende-se, precisamente, no respeito pelos outros. É engraçado que alguns fundamentalistas anti-tabaco com quem já discuti esta matéria, não conseguem conceber que, da mesma forma que as pessoas têm o direito de não levar com o fumo dos outros, também devíamos ter o direito de NÃO ouvir música imbecil. Mais ainda, uma música que me seja insuportável, interfere muito mais com a minha capacidade de trabalho do que o cheiro a tabaco.

Além disso, há uma diferença substancial em relação ao tabaco, cujo fumo se espalha sem nós podermos fazer nada em relação a isso. Trata-se de uma genial invenção, que nos permite ouvir o que quisermos sem incomodar ninguém: chamam-se "auscultadores"! Baratos e eficazes.

Proíba-se, pois, esse galopante vírus de imbecilidade, que é o radiozinho no emprego, a massacrar o cérebro de quem não quer e não tem culpa. Proíba-se, a bem da nação!